Crítica | Jogos Vorazes: A Esperança – O Final

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone
Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Mais uma saga de sucesso chega ao fim. Em seu último filme Jogos Vorazes trouxe tudo o que guardou durante esses anos e mostrou porque a era das distopias está conquistando cada vez mais fãs.

Antes de falar propriamente de A Esperança – O Final, farei um breve comentário sobre a Parte I. O longa anterior deixou muito a desejar no quesito ação, mas o enredo cansativo foi extremamente importante para a construção do arco final, onde Katniss Everdeen foi transformada no famoso Tordo. Esse símbolo que aparentemente era a grande inspiração para os rebeldes era, na verdade, apenas mais uma ferramenta de guerra.

No último filme de Jogos Vorazes pudemos ver o amadurecimento de Katniss, tanto ao longo da saga como na parte final da história, onde a protagonista cansou de ser usada como uma mera ferramenta. O que mais me deixa surpreendido é que independe do contexto, o centro de tudo sempre foi à jovem Katniss, não digo pelo fato dela ser a protagonista, mas porque as decisões dela sempre influenciaram em tudo, e desta vez não foi diferente.

Imagem Divulgação
Imagem Divulgação

Em si foi um final mais do que digno e merecido para franquia, porém dois pontos me deixaram com um pé atrás no desenvolvimento do arco principal. Primeiro, foi que a primeira parte do filme girou em torno daquele famoso “mi-mi-mi” do Peeta, realmente não precisava estender tanto assim essa parte porque o final deveria ser mais dinâmico em relação ao seu antecedente, por fim acabou tendo um começo cansativo. E em segundo, as cenas no subterrâneo, com os Bestantes. Isso é algo que eu não entendo nas distopias, elas criam um universo próprio com concepções diferentes da nossa realidade e isso já é fantástico, mas esse lado de monstros para mim é completamente desnecessário e no caso e Jogos Vorazes isso foi totalmente fora de contexto. Por tudo que já vimos nos filmes anteriores isso acaba sendo um fato incontestável.

As atuações foram muito boas. Todo o elenco teve destaques que me surpreenderam como no caso da atriz Patina Miller (Madam Secretary). Outros nomes como o de Juliene Moore, Woody Harrelson e Donald Shuterland também tiveram destaque no filme, mesmo com participações menores. Gwendoline Christie foi mais um ponto positivo no elenco, a atriz já é bem conhecida pelos fãs de Game of Thrones, pelo papel de Brienne de Tarth.

Os efeitos estavam impecáveis, tanto as explosões como aquele pinche da armadilha na “arena”. Falando em arena não posso deixar passar que para terminar a saga nada melhor que uma “última edição dos Jogos Vorazes”. Não foi exatamente isso, só foi o que pareceu.

A cena mais aguardada com certeza era o possível confronto entre Katniss e Snow. Todos achavam que ela teria um ataque de raiva e mataria o presidente de Panem, entretanto, não foi bem assim, foi muito melhor do que isso. Depois que os rebeldes venceram a guerra e Katniss viu a irmã, Prim, ser morta em uma explosão, tudo mudou e a protagonista não tinha mais nada a perder porque tudo era em prol de proteger a irmã e dar um bom futuro para a menina. Após isso a opção era fazer o que é certo. Voltando a conversa entre os dois, ali foi realmente o grande momento do filme porque confesso que imaginava que a Coin (Moore) não tinha planos de uma revolução. Aliás, uma rebelião se trata de derrubar um líder soberano do poder e colocar outro no lugar, nada de mudanças. E foi o que aconteceu, aquele papo de uma edição simbólica, tudo simbólico, era muito sínico e ali vimos o que esperávamos.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Katniss Everdeen é reconhecida por grandes momentos e o último grande momento de uma das personagens mais queridas dos últimos anos foi a execução da Presidenta Interina Coin. Nesse momento não tinha motivo para matar o Snow, bastava o povo tomar conta dele. No único momento em que Katniss não foi manipulada, usada ou seja lá o que for, ela conseguiu fazer o certo e fazer o que todos esperavam dela.

Ao fim a paz foi encontrada por toda a nação e uma nova Panem começou a ser construída, o amor de Katniss e Peeta teve o seu momento para deslanchar e os frutos disso vão conhecer as histórias vividas pelos seus pais. Foi uma despedida a altura para Jogos Vorazes e com certeza ninguém vai esquecer tão cedo da saga.

Essa foi a crítica do Matinê e na próxima semana faremos o comentário em vídeo no nosso canal.

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone
, ,

Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid’s Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

Você Também Pode Curtir