Crítica | Marvel’s Daredevil – 2º temporada

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Imagem: Banco de Séries
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Dando continuidade as críticas de séries aqui no Matinê, teremos a segunda temporada de Demolidor (Marvel’s Daredevil). A estreia ocorreu no dia 18 de Março (sexta-feira), às 4 horas da manhã, tendo 13 episódios liberados. Os críticos distribuíram elogios para a trama do demônio de Hell´s Kitchen, alegando que está “extremamente mais violenta e menos cômica que a primeira temporada“, mostrando uma evolução dos personagens e criando uma identidade própria.

A segunda temporada inicia-se algum tempo depois dos acontecimentos do primeiro ano, com a prisão do Rei do Crime e a forte presença do “vigilante”, Murdock acredita que finalmente seu bairro se tornou seguro, mas a paz está para ser abalada. Marcando sua chegada com muito sangue, somos apresentados a Frank Castle, mais conhecido como Justiceiro, um mercenário com um talento bastante peculiar: executar e empilhar corpos de criminosos com a mesma facilidade que respira. Nesse momento começa um dilema moral tanto em Matthew quanto em nós e começamos a sentir, desde do primeiro episódio, o “amadurecido” da série.

Enquanto tem que lidar com as dificuldades financeiras do seu escritório, Murdock evolui em sua relação com Karen Page. Nós conseguimos sentir a dinâmica entre os dois mudando, mas o aparecimento do Justiceiro e os segredos sobre sua segunda identidade secreta atrasam, em alguns momentos, a aproximação entre os dois. Além de que, temos a volta de Elektra, que tem um passado e uma influência surpreendente sobre Matt.

Primeiro, tivemos o crescimento do Foggy, que apesar de ser um medroso assumido mostrou bastante coragem quando sua ajuda foi solicitada, mesmo se estivesse perdendo seu melhor amigo durante o processo. Outra personagem, que foi evoluindo aos poucos, mas mostrou seu verdadeiro potencial foi Karen. Ela não teve medo de se arriscar em nenhum momento. Durante os episódios expressou maravilhosamente o dilema sobre o que é certo ou errado quando se trata de justiça, representou a força feminina e fez jus ao papel do jornalismo investigativo na série.

Imagem: Banco de Séries
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Karen realmente foi uma bela surpresa nessa temporada, pois realmente não teve medo de nada do que estava fazendo, mesmo não sendo nominada como jornalista desde o início da temporada. Tudo aquilo que se aprende durante uma faculdade de jornalismo sobre ter uma busca incansável pela verdade, causando inquietude enquanto a verdade ainda não é encontrada e vasculhando cada canto em busca dela foi transmitido através de Karen Page. Mas a questão dela com o Matt tinha tudo para ter um ponto mais alto, mas ao invés disso mostrou uma divisão do Demolidor em escolher entre revelar a sua identidade secreta, que traria um risco enorme para ele tendo ela como um ponto fraco, ou deixar sua vida amorosa de lado para defender o bairro, decisão bastante óbvia. O mais engraçado disso é que depois, mesmo sem dizer a verdade, a mesma veio a tona para Karen e o desenrolar da relação veremos apenas no ano que vem.

Outra personagem que surgiu e cresceu durante o segundo ano de Demolidor foi a própria Elektra. Quando apareceu e mostrou toda a sua influência e persuasão sobre Matt não estava me agradando, mas depois de conhecer um pouco mais sobre ela e ver a verdadeira ameaçada que Hell’s Kitchen estava enfrentando parece que as coisas ficaram mais amenas. Esperava muito mais dela, mas de certa forma fiquei levemente satisfeita com o que ela apresentou. Aliás, Elektra é mais uma que terá seu desfecho na próxima temporada, que se aproximou ainda mais da HQ original.

Falando em HQ, com certeza Daredevil é uma das melhores adaptações de quadrinhos que temos na atualidade porque ela reproduz muitos momentos que lemos nos quadrinhos em cenas na série, principalmente a que o Demolidor está preso em cima do telhado enquanto tem uma conversa marcante com o Justiceiro.

Imagem: Banco de Séries
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Seguindo na linha dos personagens que cresceram na série vamos falar agora sobre Wilson Fisk. Na temporada passada eu realmente não gostei dele, esperava muito mais do grande Rei do Crime, que grande e de Rei não teve nada. Toda a insanidade dele nessa temporada e  a raiva e o rancor demonstrados fizeram com que finalmente eu gostasse dele, realmente foi a temporada dos bons personagens. Tudo que ele fez dentro da prisão, desde o plano que ele tinha para o Justiceiro e a visita de Murdock, fez com que Fisk ganhasse parabéns.

O mais interessante foi o espaço que a série deu para cada um dos seus personagens, na minha opinião não existiu coadjuvantes, todos foram protagonistas da história, todos tinham papeis decisivos no destino de Hell´s Kitchen e as decisões tomadas por eles durante o desfecho da trama definiram o final da temporada.

Devil¹: Um ponto forte da temporada foi o fechamento da Nelson & Murdock, que na HQ do Demolidor sempre tem idas e vindas, mas nesse momento foi crucial. Além de representar a perda da confiança o Foggy em Matt a separação da dupla veio a calhar para inserir Jessica Jones em Demolidor, não foi da maneira que todos esperávamos, pois o primeiro contato dela com Matt deveria ter sido no primeiro episódio da série solo de JJ, mas isso que aconteceu em Daredevil foi de extrema importância.

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Comentários

Estudante de Pedagogia, apaixonada por livros, filmes e séries que envolvam muito mistério, romance e ficção. Na sua lista de favoritos estão: Supernatural, Criminal Minds, Once Upon a Time, Bones e Scream. Sempre em busca de novas aventuras e emoções, o que significa que essa lista ainda vai crescer, e muito!

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