Crítica | Capitão América 3: Guerra Civil

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Imagem: Adoro Cinema
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Capitão América 3: Guerra Civil tem grandes responsabilidades para a Marvel. Uma delas é corresponder a super expectativa dos fãs, que desde o anúncio estavam histéricos para ver como ficaria o filme. Outra responsabilidade era fazer a adaptação para os cinemas de um dos maiores eventos da Marvel Comics.

Prometido tudo isso, veio uma preocupação. Como os roteiristas e os irmãos Russo fariam um filme que precisaria de uma boa quantidade de heróis e ao mesmo tempo fazer uma continuação de Capitão América 2: O Soldado Invernal?

Bom, no fim da sessão respirei aliviado, pois o filme cumpre com tudo aquilo que promete, e ainda surpreende pelo tom sério e a grande quantidade de violência. Durante toda a divulgação do longa-metragem os diretores e os envolvidos no filme já diziam que esse seria um filme diferente de tudo que já havíamos visto na Marvel.

Guerra Civil é definitivamente uma continuação de Soldado Invernal, pois a trama de Bucky Barnes continua sendo um dos principais pontos do filme. Dessa vez o Soldado já está recuperado do controle mental da Hydra, mantendo-se escondido do mundo e de seu velho amigo Steve Rogers. Nesse filme ele é usado como um dos motivos para o embate final dos principais heróis da trama, Capitão América e Homem de Ferro, e é usado também como uma arma pelo vilão. O incrível é a ligação dos fatos que o tal vilão faz durante o desenvolvimento da história.

Quanto aos personagens esperava-se que um grande número de heróis tivesse destaque, mais pra uns que pra outros. Mas não espere isso de Guerra Civil. É claro que em questão de tempo alguns têm mais que outros, mas em relevância todos são iguais. Exatamente todos os personagens têm sua importância no filme, sejam eles do Team Cap ou Team Iron Man, ou até mesmo os que estão de fora da briga.

Imagem: Adoro Cinema
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Tivemos dois novos personagens que foram totalmente e perfeitamente introduzidos no Universo Cinematográfico Marvel. Um deles é o Pantera Negra, que comparado aos outros é um personagem bem complexo. Todos os momentos em que T’Challa aparece causam uma grande emoção, principalmente a primeira vez. O outro foi o Homem-Aranha, sei que vocês já devem estar cansados de ouvir e de ler isso, mas esse é o MELHOR HOMEM ARANHA/PETER PARKER de todos os tempos. Em um incrível diálogo de alguns minutos com Tony Stark, ficou resolvida a introdução do Spider no UCM, sem a necessidade da repetição de toda aquela história de origem que já cansamos de ver.

Capitão América 3 com certeza é um dos melhores roteiros da Marvel. Sem furos, simples e ao mesmo tempo complexo. Vimos diálogos que remetiam a outros filmes e que também criavam oportunidades para o futuro. Logo concluímos que não se trata de filme apenas de super-herói, mas também de um thriller psicológico e político que tem super-heróis.

Desde o segundo filme do Capitão América vimos que ação era a especialidade dos Irmãos Russo, e em Guerra Civil tivemos sim a maior e melhor sequência de lutas de todos os tempos em filmes de quadrinhos. A batalha do aeroporto é cheia de surpresas, grandiosa e um show visual.

Temos sim um vilão nesse filme, e ele é de fato o Barão Zemo, ou melhor, só Zemo. Ele não é Zemo dos quadrinhos que conhecemos, mas isso não tira a grandiosidade dele no filme. A motivação para as atitudes tomadas no filme é uma daquelas ligações perfeitas com outros filmes que já estamos acostumados a ver na Marvel. Além de ser igualmente compreensível. Quando um personagem não é adaptado conforme os quadrinhos, já sabemos que será bombardeado de críticas pelos fãs, mas nesse caso creio que é diferente, e isso muito se deve a interpretação genial de Daniel Brühl.

Óbvio que um longa dessa escala usa uma grande quantidade de CGI, mas em algumas cenas há um excesso em que é claramente perceptível o uso da técnologia, principalmente em cenas do Pantera Negra. Senti falta do efeito prático como visto no segundo filme do Sentinela da Liberdade. O filme, também, não se arrisca mais do que estamos acostumados. A Marvel precisa rever isso, os próximos filmes dos Vingadores serão os maiores já vistos no universo de super-heróis e será preciso arriscar para o sucesso deles. Até o momento de ver o filme tive a esperança de ver a cena da morte do Capitão América no final, pois isso possibilitaria uma ligação imediata com o Doutor Estranho (próximo filme da Marvel) mas não foi possível justamente pela falta de risco.

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De fato acontece uma Guerra Civil no mundo dos Vingadores e com dois lados para se escolher, porém tenha cuidado ao escolher um lado, pois há dois lados certos e dois lados errados. Isso mesmo, o filme nos mostra que há motivações e razões para seguir os dois lados, e tudo isso fica claro com o decorrer do filme. Tudo é mais complexo do que simplesmente escolher um lado. De todos os filmes da Marvel esse foi o que mais gostei de ver o Capitão América e o Homem de Ferro. Robert Downey Jr. teve dessa vez um papel maior do que ser simplesmente um alívio cômico, ele foi totalmente dramático e eu gostei desse Homem de Ferro. No clímax vemos como é a versatilidade de um ator. R. Downey Jr. é um ótimo ator e mostrou o porque disso.

Chris Evans nesse filme foi mais Capitão América do que nunca, senti em vários momentos que via o Capitão que estou acostumado a ler nos quadrinhos, principalmente na hora em houve a interação dele com o Homem Aranha.

No fim Guerra Civil é sim um ótimo filme e cumpre com tudo o que foi prometido. Para mim o melhor filme da Marvel ainda é Os Vingadores (2012), mas Guerra Civil com certeza é um dos mais importantes.

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Comentários

Leonardo Santos – 22 anos – Fixado em HQ’s, séries e filmes baseadas em quadrinhos como Demolidor, Flash, Agents of Shield e Potterhead desde a infância. Apaixonado pelo jornalismo, viu a oportunidade de juntar as coisas que mais ama, se tornando um dos editores do Matinê Cine&TV.

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