Crítica | Shadowhunters – 1ª temporada

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Imagem: SpoilerTV
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Uma das novidades para 2016 foi o lançamento da série de TV Shadowhunters baseada na mundialmente famosa obra literária The Mortal Instruments, de Cassandra Clare. Os direitos de exibição foram adquiridos pela Netflix, que disponibilizaram os episódios semanalmente, um dia após a exibição na rede de televisão Freeform (antiga ABC Family).  

A história gira em torno da jovem Clary Fray, que ao completar 18 anos de idade, descobre que não é quem pensava ela ser, pois pertence a uma antiga linha de Caçadores de Sombras – seres metade humanos e metade anjos que possuem habilidades que os permitem caçar demônios.

The Mortal Instruments: City of Bones (AKAOs Instrumentos Mortais:Cidade dos Ossos) foi a primeira adaptação da obra de Clare, lançado no dia 21 de Agosto de 2013 nos cinemas. O filme não teve o retorno esperado e decepcionou bastante os fãs da saga literária, principalmente por causa das atuações e o enredo com mais erros do que acertos. Consequentemente, após a decepção nas telonas, os planos para as continuações foram cancelados e os leitores da saga não teriam mais a oportunidade de ter seus personagens em “vida”. Mas nem tudo estava perdido, em março de 2015 foi anunciado a criação e produção da série Shadowhunters, segunda adaptação de The Mortal Instruments. Acreditando que essa segunda chance acertariam as pontas soltas do filme, as filmagens tiveram início em maio, do mesmo ano, e dessa vez os criadores se preocuparam em manter algumas características dos livros e respeitar as opiniões dos fãs.

A série teve sua estreia no dia 12 de Janeiro de 2016, onde conhecemos Clary Fray (Katherine McNamara, Maze Runner), uma garota “normal” com uma família comum, vivendo os dilemas da juventude. Com seu fiel amigo Simon, ela só queria aproveitar uma noite de diversão em comemoração ao seu aniversário, mas não esperava ganhar, como presente, a revelação de segredos e lembranças de sua verdadeira origem. Como uma reação em cadeia, a vida da protagonista toma rumos desconhecidos, iniciando-se com o sequestro de sua mãe Jocelyn. Vendo-se em perigo sua única alternativa confiar nos misteriosos Caçadores de Sombras (Shadowhunters).

Imagem: SpoilerTV
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Nesse momento, entram em ação Jace, Alec e Isabelle, irmãos de sangue e de coração, Shadowhunters, considerados os melhores de sua geração. Jace Wayland (Dominic Sherwood, de Vampire Academy), é misterioso, loiro, lindo e teimoso, cria de imediato uma ligação com Clary e com o passar do tempo encontra-se cada vez mais atraído e responsável pela garota, deixando seus companheiros preocupados e até mesmo, enciumados. Alec Ligthwood (Matthew Daddario), é o tipico irmão mais velho, sempre obediente, sempre seguindo as regras, calado e reservado, escondendo seus segredos mais obscuros com medo de decepcionar as pessoas que ama. Completando a trindade, temos Isabelle Ligthwood (Emeraude Toubia), irmã de sangue de Alec, a rosa da equipe, sexy, engraçada e mortal, transmite confiança e independência, valorizando a família e defendendo sem medo seus ideais.

Outro personagem que não podemos deixar de citar é Magnus Bane (Harry Shum Jr., Glee), o feiticeiro que todo mundo precisa e que você aprende a amar. Com uma reputação duvidosa, ele é conhecido como um “mercenário”, pois não faz nada sem ganhar algo em troca. Com o passar do tempo descobrimos que ele tem um ótimo coração e só quer ser amado e aceitado. Também temos Simon (Alberto Rosende), o melhor amigo de Clary, mas que gostaria de ser algo mais. Entrou nessa aventura de “penetra” e por mais que tente demonstrar seus verdadeiros sentimos por sua amiga, não consegue sair da friendzone. E por último, mas não menos importante, o policial Luke (Isaiah Amir Mustafa, Selfie), amigo e confidente de Jocelyn, ex-caçador de sombras e nas noites de “lua cheia” traz a tona seu lado lobisomem.

Inicialmente a série causa estranheza, no enredo e em alguns efeitos visuais, que deixam a desejar, mas parece que a ideia era ir tentando para vê o que dava ou não dava certo e pela repercussão, e foi a jogada perfeita. Com o desenvolvimento da história, ela consegue ganhar força em alguns pontos, como por exemplo,  os relacionamentos amorosos e fraternos, vemos Isabelle aceitando um destino que não quer por amor à sua família, o nascimento de “Malec“, a relação entre Alec e Magnus é muito bonita de assistir, e vamos combinar que são os dois que motivaram a audiência, tanto que houve um episódio destinado a contar os momentos “finais” dessa história. E quem não vibrou com esse desfecho? Era esperado, mas ainda sim foi surpreendente. São personagens com dramas, dúvidas e desafios próprios, que conseguem evoluir a cada episódio e conquistaram os fãs que tinham perdido as esperanças na adaptação da saga.

Shadowhunters cometeu alguns erros, há quem diga que o casal protagonista não transmite uma química e não incorporara seus personagens, mas há outros que acreditam que eles transmitem a estética dos livros e estão fazendo um bom trabalho. Mesmo com as opiniões divididas, uma coisa podemos afirmar, a série foi renovada para uma segunda temporada e essa noticia teve uma ótima repercussão, e parece que agradou bastante os apreciadores do show. Teremos que esperar até 2017 pelos novos episódios, é tempo suficiente para vocês formarem sua opinião, façam sua apostas e deem uma chance para os novatos.

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Comentários

Estudante de Pedagogia, apaixonada por livros, filmes e séries que envolvam muito mistério, romance e ficção. Na sua lista de favoritos estão: Supernatural, Criminal Minds, Once Upon a Time, Bones e Scream.
Sempre em busca de novas aventuras e emoções, o que significa que essa lista ainda vai crescer, e muito!

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