Imagem: Divulgação/ AVEC Editora
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HQ – O Coração do Cão Negro Vol. I

Páginas: 64

Escritor: Cesar Alcázar

Ilustrador: Fred Rubim

Editora: AVEC Editora

Baseada nos contos e prozas de Cesar Alcázar, a HQ O Coração do Cão Negro resgata o gênero “Espada e Feitiçaria“, que ficou muito conhecido por personagens como Conan e Red Sonja. O álbum é o primeiro lançamento, de quadrinhos, da AVEC Editra neste ano. Nós já tínhamos recebido o material há algum tempo, mas devido aos compromissos ainda não tinhmosa conseguido terminar a resenha sobre a HQ.

A história começa narrando a início das “aventuras” de um guerreiro/mercenário irlandês (passando-se no século XI), Anrath (também conhecido como Cão Negro de Clontarf). O protagonista foi criado por Vikings e teve sempre uma vida atormentada. A trama é bem interessante, pois Anrath é chamado por um misterioso Inglês e é contratado para encontrar o famoso Coração de Tadg, mas isso irá levá-lo a confrontos perigosos, entre outros perigos que o farão confrontar algo além do espaço e do tempo.

A história ao longo das páginas é muito bem contada, e por ter elementos da era dos Vikings ela traz em sua essência pontos que referenciam corretamente a mitologia nórdica. Nisso a história é muito completa porque usa muito bem as histórias (lendas) mitológicas, cita bem os nomes de Odin e Thor, mostra grande competência em adicionar sua história nesse universo nórdico.

Imagem: Divulgação/ AVEC Editora
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O mais legal (na minha opinião) é que a ilustração, traçada por Fred Rubim, está maravilhosa e apresenta formas bem rústicas, que combinam perfeitamente com cada personagem. Aliás os cenários desenhados em cada cena são sensacionais, pois todos eles fazem jus, fielmente, a cultura nórdica que está presente do início ao fim do álbum. Outro ponto extremamente forte para a HQ é a forma como os personagens são apresentados e desenvolvidos. Anrath, o Inglês e Ild Vuur tem uma trama muito envolvente, pois o Inglês misterioso cita muito bem a mitologia ao longo de suas falas e do desenvolvimento dos seu arco. Anrath já mostra desde o começo que carrega um fardo nas costas, e Ild Vuur, o viking, completa perfeitamente a história do mercenário. A forma como as histórias de cada um é interligada é realmente muito boa, pois a preocupação que temos em apresentar os flashbacks que contam a ligação dos personagens com o passado fica bem simples, e é encaixada no momento certo. E por se tratar de uma história Viking ela faz bom uso de cenas com bastante sangue e do jeito certo, adicionando um elemento goer muito interessante a trama.

Essa é uma história que deve render muitas e muitas páginas em novos volumes, pois tem um potencial enorme. Ainda mais porque a parceria de Cesar Alcázar e Fred Rubim, combinada com a ótima edição de Artur Vecchi, a diagramação de Vitor Coelho e a revisão de Luiz Fernando Manassi Mendez tem um futuro ótimo pela frente. A HQ é realmente muito boa, apresenta um conteúdo excelente, de extrema riqueza cultural, com diálogos muito bons e o uso correto de termos como “salvo conduto” e outros, assim como a forma clara que podemos definir a personalidade de cada personagem. Novamente, a ilustração está perfeita, tem características muito originais e fiéis a mitologia nórdica, que se faz presente em grande parte do álbum.

O Coração do Cão Negro é uma ótima pedida para você que gosta de histórias ricas em conteúdo, para você que gosta de novidades. O Matinê Cine&TV agradece imensamente a AVEC Editora pelo envio do álbum e indica para todos essa ótima obra de Cesar Alcázar e Fred Rubim.

 OBS: Apenas o fim do volume que teve um climax muito intenso e rápido que ficou confuso, por isso demorei um pouco para entender o que realmente aconteceu.

 

Nota do autor para o livro (HQ):

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Criador da Matinê, está no 4º semestre do curso de jornalismo no Centro Universitário Ritter dos Reis - UniRitter. Aqui escrevo sobre filmes e séries a partir da minha perspectiva de mundo, sem medo de mostrar a todos o meu entendimento pessoal daquilo que assisto. O debate de pontos de vistas diferentes é livre, e sempre bem-vindo.