Imagem: Game of Thrones Brasil
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“Suas palavras desaparecerão. Sua casa desaparecerá. Seu nome desaparecerá. Toda memória de você desaparecerá.”

O tão esperado nono episódio de Game of Thrones teve como tema o confronto entre Jon Snow e Ramsay Bolton. Nele tivemos a maior cena de batalha já feita na série, uma história bem amarrada e com certeza consagra-se como um dos melhores episódios de toda a série. E como foi mostrado durante toda essa temporada o poder das mulheres mais uma vez ficou evidenciado.

Daenerys, que é a conquistadora tem uma conversa franca com Tyrion Lannister sobre como decidir e agir. Tyrion é um diplomata, observador e estudioso, ele consegue ver em Daenerys o princípio da loucura que atingiu o seu pai, o Rei Aerys, e a demove do seu plano de queimar todos os seus inimigos, afinal ela vai precisar de navios e homens. Então Tyrion a aconselha e agindo como a mão da Rainha mostra como governar. Foi lindo ver Daenerys voando com os seus três dragões, provando que tem  e domina esse poder.

Theon e Yara Greyjoy chegam a Meeren, Tyrion não esquece o tempo que passou em Winterfell, de como o Theon foi arrogante com ele e que também traiu a família que o protegia. Yara oferece a Daenerys a sua frota naval e assim um acordo é firmado entre as duas fortes personagens. Esse encontro foi marcado com ótimos diálogos entre Tyrion, Theon, Daenerys e Yara. Uma nova fase é iniciada com o poder feminino ficando em evidência.

Continuando com os ótimos diálogos, temos o embate antes da batalha entre Jon Snow e Ramsay Bolton em que Jon com toda a sua coragem e também impulsividade, desafia Ramsay para um confronto, ao que Ramsay responde saber que ele não pode vencer Jon, mas o seu exército sim. Outro diálogo muito importante é quando Sansa Stark confronta o seu meio irmão sobre ele não ouvi-la, já que ela conhece o bastardo Bolton mais do que qualquer um ali, sabendo que ele jamais devolverá Rickon vivo. Sir Davos e Tormund travam um interessante diálogo ao constatarem que no passado erraram por servirem reis, já que são homens livres, e que agora eles não servem mais a reis, talvez por isso sigam o Jon, que com certeza não é um rei.

Desde a primeira postagem que fiz sobre essa temporada de Game of Thrones, falei sobre o crescimento e a presença forte das personagens femininas na série, e a que mais cresceu e veio a se mostrar forte foi Sansa Stark. O episódio falava da Batalha dos Bastardos, mas Sansa travava desde o primeiro episódio a sua própria batalha. Era como se ela estivesse buscando encontrar o seu lugar e por em prática tudo o que aprendeu no decorrer de sua jornada com pessoas cruéis, dominadoras e arrogantes. Sansa foi humilhada, estuprada, viu sua família quase ser destruída, ela foi quebrada, mas soube juntar os pedaços e usar dessa experiência para lutar. Ela, mais do que ninguém, conhecia Ramsay e sabia que ele não deixaria Rickon sair com vida, ela foi implacável em descartar a vida do seu irmão mais novo, em usar o seu meio irmão para lutar por ela, em esconder que tinha o exército de Mindinho a sua disposição e agindo dessa forma veio a ser a verdadeira vencedora dessa batalha.

Imagem: Divulgação/ HBO
Imagem: Divulgação/ HBO

Jon, desde que retornou no segundo episódio dessa temporada, estava perdido, abatido e cansado como se ainda estivesse andando no limbo, em uma escuridão, e sem saber onde estava à luz ou onde era o seu caminho. Mesmo mostrando coragem para guerrear, Jon, ainda parece não ter achado o seu caminho definitivo e talvez ele só encontre quando souber a sua origem. Mas algo que fica claro é que Jon é sim um personagem complexo e apaixonante. Em uma das cenas mais marcantes do episódio Jon é soterrado por vários corpos e fica sem respirar, a cena é sufocante e é como se nós também não pudéssemos respirar naquele momento. Ele luta para sair e sentimos todo o desespero dessa luta até que ele consegue sair e respirar. Nesse momento é como se ele voltasse à vida, como quando Melisandre o trouxe da morte, talvez naquele momento ele não quisesse realmente voltar, mas quando ele viu que estava quase perdendo a sua vida lutou desesperadamente por ela.

O bastardo, Jon Snow, nunca foi preparado para ser um estrategista ou um hábil comandante de batalha. Jon acima de tudo é um homem que erra, toma decisões equivocadas, age pela impulsividade, muitas vezes com estupidez, mas acima de tudo ele é um homem honrado e corajoso que inspira os seus homens que nele têm um líder, e por isso lutam e morrem por ele. Quando Jon viu Rickon ser assassinado por Ramsay, de forma estúpida foi sozinho com a sua Garra Longa enfrentar a cavalaria do outro bastardo. Pode ter sido estúpido esse ato de Jon, mas sinceramente não sei o que eu faria se fosse o meu irmão que morresse na minha frente; e Sir Davos como um bom comandante vai com os seus homens salvá-lo. Com certeza Jon Snow não é o melhor comandante, e lembrando que comandantes bem treinados também perdem batalhas, mas Jon Snow é sim um líder, um herói que inspira seus homens, que talvez deixe a sua história escrita e os comande para combater os inimigos e principalmente Os Outros.

As cenas de batalha foram magníficas e muito reais, parabéns ao diretor Miguel Sapochnik que com talento dirigiu as cenas de batalha com um visual impactante e com tomadas de parar a nossa respiração. Assim a batalha foi caminhando para um final épico onde Jon enfrenta Ramsay e literalmente o enche de porrada, quase matando-o,  só parando quando vê Sansa e deixa para ela a sua vingança. De forma surpreendente Sansa Stark prova o seu poder e se vinga daquele que a quebrou e a machucou, e faz com que Ramsay prove do seu próprio veneno, ou seja, ela olha enquanto Ramsay é devorado pelos seus cães.

Foi um episódio maravilhoso como os nonos episódios de Game of Thrones tendem a ser. As mulheres mostraram todo o seu poder, principalmente Sansa que provou ser a Senhora de Winterfell. E Jon Snow finalmente renasceu e mostrou que mesmo sem querer, sem estar preparado no caso, nasceu para liderar e ser (talvez) o herói que derrotará o Rei da Noite e os Caminhantes Brancos porque o inverno está chegando.

GOT¹: Mais um Stark que partiu e também com tristeza damos adeus ao gigante heroico que tanto ajudou Jon Snow.

GOT²: Senti falta do Fantasma, o que aconteceu com o lobo gigante do nosso querido bastardo? Fantasma faz muito falta sim, mas do jeito que andam matando os lobos Starks até que foi bom esse sumiço.

GOT³: Foi ótimo ver a bandeira dos Starks voltar ao seu lugar de direito.

GOT4: A cena que Verme Cinzento mata dois de uma vez só com um golpe e com aquele olhar matador foi o máximo!

 

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Educadora, apaixonada por livros, séries e filmes. Gostaria muito de encontrar um portal e assim poder viajar no tempo por diversos lugares e épocas. Como ainda não achei viajo através das histórias dos vários personagens que encontro nesse universo maravilhoso e mágico de versos, rimas e letras.