Imagem: Banco de Séries
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Um episódio simplesmente sensacional de Scream, não há o que reclamar de The Vanishing, apenas tenho muito o que elogiar. Ainda estou de boca aberta com a qualidade do episódio, um roteiro desenvolvido a ferro, bem moldado, mostrou um bom avanço no plot da temporada e deixou dúvidas interessantes sobre o assassino para os dois episódios finais.

Por que os roteiristas demoraram tanto tempo para fazer um episódio ótimo como este? Não é pedir de mais, mas a temporada não chegou nem aos pés de The Vanishing, teve muitas oscilações, e não estou falando isso em relação a um episódio e outro, me refiro que as nuances aconteceram dentro dos próprios “capítulos”. Foi difícil ver uma constância nessa temporada, o plot demorou para ser desenvolvido, a maioria dos personagens foram enjoativos, mas nos últimos dois episódio houve um crescimento enorme, e sinceramente eu queria um avanço pra ontem na série, só não imaginava que ele seria tão… “violento“.

A construção do episódio foi realmente sensacional, foi o suspense dramático mais bem feito na série. A forma como as cenas foram gravadas, aproveitando perfeitamente o enquadramento do cenário e aquele close no rosto durante dos diálogos, usando ângulos diferentes, foram maravilhosos. Essa mesma construção de cena casou perfeitamente com a montagem (edição) do episódio, que soube aproveitar cada segundo dos seus blocos, os takes e cortes ficaram realmente perfeitos. E como se não bastasse, a trilha sonora também foi maravilhosa em The Vanishing, fiquei espantado com tanta qualidade e cuidado que tiveram para enaltecer o drama do episódio.

Imagem: Banco de Séries
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Estou chocado com o que assisti até agora, positivamente surpreso com tanta qualidade, com tantos elementos interessantes na composição e com um conceito certeiro para esse episódio. Foi o que Scream estava precisando, algo que não fosse apenas bom, mas que encantasse e enchesse os olhos. É claro que nem tudo foi tão perfeito assim, pois ficaram de mais no drama ou na intriga entre Audrey e Emma, que em nenhum momento foram capazes de deixar suas tretas de lado para ir direto ao ponto. Fato é que a pirraça já poderia ter sido resolvida, poderia sobrar uma cara feia aqui e ali, mas só em série de TV para uma mentira estar a frente de assassinatos. Pelo menos a morte da Zoe serviu para as mãos se segurarem novamente.

Falando em Zoe, foi uma surpresa ver a morte dela no episódio. Confesso que nas cenas da floresta, onde os níveis de tensão e preocupação foram lá em cima por causa do Noah, tive um receio da sua morte, mas devido aquela facada bem fake (falsa) do Brandonface, ficou evidente que o ex-virgem não morreria. Tanto que ele só voltou a sangrar de verdade dentro do carro, e seguiu o episódio bem de “boas na lagoa“. Só para não fazer do episódio perfeito, eles precisavam ter alguns errinhos de continuidade, mas como estou com a lua boa, não vou nem ligar porque realmente foi um episódio ótimo, daqueles que eu queria muito ver faz tempo.

O bom é que a história voltou a ficar interessante de novo, com essa adição “tretal” do Miguel Acosta e Maggie Duval. Sabe porque isso é bom? Simples, na primeira temporada nós sabíamos que a história não tinha se iniciado por causa da Emma, e sim por erros do passado, entre outros acontecimentos, e tendo esse resgate do passado novamente presente no plot mostra uma segurança na série. Novamente Scream achou o seu caminho, demorou para voltar aos trilhos, mas se a temporada não foi boa, pelo menos o final será digno.

Imagem: Banco de Séries
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Nesse episódio foi muito bom ver dois pontos, que para mim são muito importantes: primeiro o respeito com a obra original no joguete com os personagens e a pressão psicológica exercida pelo tal Ghostface da série; e segundo, mesmo que haja esse respeito, Scream the TV Series precisava ter uma personalidade própria, que mesmo sendo baseada em um clássico do terror, pudesse mostrar ao público que inspiração e cópia são palavras de significados bem diferentes. Fazia um bom tempo que não sentíamos esse gosto de personalidade na série. (Uma alfinetada aos fãs, Brooke é a favorita da galera, mas confesso que um dos motivos do episódio ter funcionado tão bem foi a sua ausência, pois a inserção do seu plot paralelo ao arco central da temporada estava atrapalhando o desenvolvimento da história. No momento em que Scream decidiu dedicar-se exclusivamente a um único plot, o resultado é essa maravilha de episódio.)

Faltam apenas dois episódios para o fim da temporada, e até o momento três questões precisam ser respondidas, quem é o assassino? Qual a relação com passado com o presente? E por fim, mas não menos importante, Scream será cancelada ou renovada? Até o momento a MTV não se pronunciou, mas vou reforçar o que já tinha falado, se a MTV cancelar a Netflix salva, a audiência na TV pode ter caído, mas é vantajoso para o streaming continuar a série.

E você, o que achou do episódio? Quais as suas teorias? Deixe sua opinião nos comentários.

Ghost¹: Só para não estragar a crítica, devido a qualidade do episódio ter sido tão boa. Mas não precisava o Eli aparecer no final do episódio, se eu não tivesse gostado tanto de The Vanishing eu diria que essa pequena aparição teria estragado o episódio.

Nota do autor para o episódio:

[yasr_overall_rating size=”medium”]

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Criador da Matinê, está no 4º semestre do curso de jornalismo no Centro Universitário Ritter dos Reis - UniRitter. Aqui escrevo sobre filmes e séries a partir da minha perspectiva de mundo, sem medo de mostrar a todos o meu entendimento pessoal daquilo que assisto. O debate de pontos de vistas diferentes é livre, e sempre bem-vindo.