Imagem: Reprodução/ Banco de Séries
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Para quem esperava um episódio sensacional, ou ainda melhor, só posso dizer que a season finale foi extremamente de acordo com o que vimos durante a temporada de Scream: bons momentos, perdidos em um mar de maus conceitos. A segunda temporada do drama teen da MTV decepcionou, foi muito abaixo do esperado. Para quem já trocou de roteiristas uma vez, acho que seria uma boa trocar de novo.

O episódio era responsável por trazer o grande momento da temporada, e trouxe, mas de uma forma bem previsível. Arrisco a dizer que se o killer não fosse Kieran, o começo do fim seria uma legítima porcaria. Mas não vou condenar em 100% o episódio, afinal ele teve bons momentos, bem poucos.

Grande parte dos acontecimentos foram jogados na cara de quem assistia, as explicações se resumem em “do nada o Kieran é o assassino… do nada o Eli aparece… do nada o xerife aceita na boa que Emma e Audrey são inocentes…“. Foi tudo literalmente jogado, não teve construção nenhuma, onde a policia e os próprios personagens descobririam uma virada na história, tipo “pensando bem, não pode ser o Eli” e eis que se descobre de forma mais “épica” que na verdade era o Kieran, não aconteceu.

Fiquei realmente decepcionado com muitos fatos que ocorreram durante o episódio, esse Ghostface realmente foi muito ruim, e foge completamente da característica do que deveria ser. Não condeno o assassino porque queria um igual ao dos filmes, muito pelo contrário. Só quero deixar bem claro que mesmo tendo a motivação mais óbvia e correta, o conceito do Kieranface foi horrível durante toda a temporada, onde teve pequenos lapsos daquilo que poderia realmente ser de verdade. Essa palavrinha (verdade) precisa ser dita: Scream tem muito potencial, mas aqueles que fazem a série não sabem aproveitar em nada isso.

Imagem: Reprodução/ Banco de Séries
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Um exemplo que vou dar é do próprio elenco, a nível de atuações sabemos que a precariedade reina na série, mas damos um certo desconto por ser um drama teen. Mesmo assim personagens como a Brooke tiveram momentos onde a atriz pôde aproveitar a cena e entregar uma boa atuação. No caso de Amadeus (Kieran) ele teve o momento da vida dele, onde poderia colocar toda a insanidade assassina do personagem para fora, e ele conseguiu, durante uns 10 segundos, mas conseguiu. Foi frustrante ver a atuação do rapaz daí para frente, de pastelão para um menino revoltado em plena puberdade é um grande pulo, para trás. A segunda temporada acabou, e mais uma vez a história pode recomeçar, mas do zero. É incrível e ao mesmo tempo horrível um seriado estar em plena expectativa de viver uma terceira temporada e ter que se reconstruir quase que do zero toda a sua produção. Mesmo tendo arcos finalizados ao fim de suas temporadas, o mínimo que a série poderia fazer é aproveitar vários elementos da composição, mas a única coisa que será reaproveitada é o elenco, por causa dos contratos.

O final, a cena da prisão onde alguém liga para o Kieran e já o deixa avisado foi a parte mais legal do episódio, foi a parte mais promissora da temporada inteira, deixando um bom gancho para os episódios especiais de Halloween. Espero que os roteiristas saibam aproveitar bem isso e que os conceitos da série mudem muito daqui para frente. Formato, padrão e tom devem ser um só, constantemente, e não ficar mudando tudo, incluindo a filmagem e a montagem de cada episódio porque “do nada” resolveram fazer uma referência a um filme de terror diferente em cada episódio da temporada. Deixem para o Noah as referências, e por favor assumam um padrão e uma regularidade para a série. Já está mais do que na hora disso acontecer.

A trama de Scream, como um todo, é muito simples, o único compromisso que se deve ter em fazer essa série é de ter um bom desenvolvimento para a história e um bom assassino. De resto não é necessário querer fazer algo maravilhoso, ou uma revolução roteirista cult, pois se continuar assim a confusão de conceitos e formatos de Scream tende a aumentar e piorar ainda mais.

 

Nota do autor para o episódio:

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Criador da Matinê, está no 4º semestre do curso de jornalismo no Centro Universitário Ritter dos Reis - UniRitter. Aqui escrevo sobre filmes e séries a partir da minha perspectiva de mundo, sem medo de mostrar a todos o meu entendimento pessoal daquilo que assisto. O debate de pontos de vistas diferentes é livre, e sempre bem-vindo.