Imagem: Reprodução/ Banco de Séries
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American Horror Story já retornou com a sua nova temporada e vários mistérios já tomavam conta da série antes mesmo de sua volta às telinhas. Confiram abaixo a crítica do primeiro episódio da 6° temporada.

Muito já havia sendo especulado sobre a nova temporada da série, pois com a liberação dos teasers anunciando a volta do show, muitos estavam se questionando: qual será o tema dessa nova temporada? A pergunta só foi crescendo, novos vídeos surgindo e teorias sendo criadas, porém a produção da série não cedia ao clamor dos fãs e manteve em sigilo o tema do novo ano até a estreia da série. Porém, com a estreia, finalmente sabemos – ou achamos que sabemos – o tema da nova temporada, que é My Roanoke Nightmare, ou simplesmente Roanoke, para alguns.

A trama do novo ano se passa na Carolina do Norte, Estados Unidos. A história foca no casal Shelby Miller (Sarah Paulson) e Matt Miller (Cuba Gooding Jr.), que após um incidente em Los Angeles, resolvem se mudar para uma casa, no meio do nada, na Carolina do Norte. Tentando seguir em frente, logo o casal começa a presenciar acontecimentos estranhos e a desconfiam que estão sendo perseguidos pelos caipiras locais.

Com certeza esse primeiro episódio conseguiu despertar o antigo amor e vício que sentia pela série nas 2 primeiras temporadas. Toda a construção do mistério durante a estreia me cativou e me embalou de certa forma, que o episódio acabou e pensei “já se passaram 40 minutos?”. O estilo em forma de um documentário foi simplesmente genial, pois não satura o tempo de tela de cada personagem. Cada um tem o seu devido ponto de vista exposto e explicado, sobre os acontecimentos mostrados.

Uma coisa que eu não estava entendendo muito bem eram as partes dos depoimentos – do documentário – e os atores. Eu levei uns 8 minutos para perceber que as pessoas dos depoimentos eram os mesmo das cenas mostradas na série, porém mais jovens. Shelby Miller mais jovem é interpretada pela Lily Rabe, que brilhou no papel da irmã Mary Eunice em Asylum, já a versão mais jovem do Matt é interpretada por André Holland (The Knick, Selma). Mesmo demorando um pouco para pegar essa jogada entre versão mais jovem e mais vela, eu gostei, pois assim você não cansa ou enjoa do personagem em si, além de que teremos atuações diferentes entre cada versão do personagem. O que é mais legal é que as versões mais velha e jovem tem uma certa semelhança na aparência, principalmente a atriz Adina Porter, que interpreta a personagem Lee, irmã de Matt, e sua versão mais velha é interpretada pela talentosa Angela Bassett.

Imagem: Reprodução/ Banco de Séries
Imagem: Reprodução/ Banco de Séries

O roteiro deste episódio de estreia realmente merece seus devidos créditos, pois mesmo com somente 3 personagens com um grande tempo de tela (Shelby, Matt e Lee) conseguiu nos prender na trama até o fim, sem se cansar de nenhum dos personagens. Pelo contrário, nos fazendo sentir familiarizados com eles. A história central também foi bem desenvolvida, sem revelar muito e nem revelar pouco. Foram muito bem dosadas as informações liberadas no episódio, o que deixa aquele ar de mistério e o sentimento que tanto gosto e anseio ao ver uma série, o de ‘quero mais!’. O final do Chapter 1 foi uma sequência de suspense muito cativante, pois fazia tempo que não ansiava tanto pelo próximo episódio de American Horror Story.

Não posso deixar de comentar a cena da fuga de carro da Shelby e a aparição de uma senhora no meio da pista, do nada! Foi um dos maiores sustos que já tomei, pois realmente não estava esperando algo do tipo. Para quem não percebeu, a senhora atropelada era nada mais, nada menos do que Kathy Bates. Estou ansioso para conhecer o seu personagem, que pelo que pude perceber, será um dos caipiras nativos.

Esse retorno realmente foi muito bom e se a série continuar desta forma, poderá chegar na qualidade de Murder House e Asylum. A história de Roanoke – baseada em fatos reais – é um dos grandes mistérios da cultura norte-americana e a série sabendo explorar toda essa mitologia de forma inteligente e sem exageros, – estilo Lady Gaga – tenho certeza que finalmente teremos uma temporada digna e que faça jus a qualidade das primeiras temporadas da série, que foram as que nos conquistaram e nos fazem continuar aqui, acompanhando a série na esperança de termos episódios com a qualidade.

American Horror Story: My Roanoke Nightmare passa todas as quartas nos Estados Unidos pelo canal FX e as quintas no Brasil, na faixa da 0h, também pelo canal FX. E vocês? O que acharam do tema da nova temporada? Comentem e venham discutir conosco este novo ano da série.

Nota do autor para o episódio:

[yasr_overall_rating]

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