Imagem: Arquivo Pessoal/ Fabricio Wesley
Imagem: Arquivo Pessoal/ Fabricio Wesley
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Na volta da coluna, Sessão P&B, trago um grande filme brasileiro:  São Paulo, Sociedade Anônima.

Antes mesmo de Marina Person chegar ao mundo, seu pai: Luís Sérgio Person, já fazia do cinema brasileiro um palco para grandes histórias. Seu primeiro longa-metragem São Paulo, Sociedade Anônima chegou aos cinemas brasileiros em 1965, ao mesmo tempo em que o Movimento do Cinema Novo ainda rolava no pais.

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A historia acontece no momento da euforia desenvolvimentista provocada pela instalação de industrias automobilísticas estrangeiras no Brasil, no final dos anos 50. Conta a história de Carlos, um jovem de classe média, que ingressa numa grande empresa. Logo depois, ele aceita um cargo em uma fábrica de auto-peças, da qual torna-se gerente. A certa altura, ele é um chefe de família que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito. Sem um projeto de vida ou perspectivas para mudar a condição que rejeita, só lhe resta fugir.

Com nomes como Walmor Chagas Eva WilmaSão Paulo, Sociedade Anônima traz atores excelentes, juntamente com um roteiro de primeira e uma trilha sonora muito marcante. O filme, além de vários pontos positivos, tem uma importância histórica imensa. Não quero falar muito sobre os motivos do porque dessa “importância histórica imensa” porque já existe um texto incrível sobre isso, então deixo aqui um texto do Paulo Henrique Marçaioli do site Passa Palavra (leia depois de assistir ao filme) que traduz todos os meus pensamentos e reflexões sobre ele.

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Lá em cima, quando falei sobre o Cinema Novo, não foi atoa. O cinema que diretores como Luís Sérgio Person, Walter Hugo Khouri e alguns outros não estavam ligados ao Cinema Novo e talvez por isso tenham sido deixados um pouco de lado, por causa das invenções da turma de Glauber Rocha.

Se você nunca ouviu falar de São Paulo, Sociedade Anônima assista. O filme é considerado por muitos como um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos e também está listado no 7  lugar na Lista dos 100 melhores filmes brasileiros segundo a Abraccine e eu concordo muito com isso. O longa tem uma critica social muito eficiente e merece ser visto, revisto, apreciado.

Recomeçar, recomeçar de novo…

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15 anos. Ainda vive o drama do ensino-médio e tenta em todo tempo livre ler um bom livro, assistir series e admirar um pouco mais a sétima-arte.

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