Crítica | Ouija: Origem do Mal traz conceitos interessante, mas é um terror incompetente

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Ouija: Origem do Mal deveria ser uma continuação, mas não é. O segundo filme (lançado no cinema da franquia baseada no jogo Ouija) traz nuances interessantes em sua narrativa, mas na hora em que tinha tudo para se superar acaba entregando cenas horríveis e muito mal feitas (tanto pela filmagem, direção, efeitos e atuação do elenco).

O longa começa bem, traz uma família composta por três mulheres traumatizadas pela perda do “homem da casa”. Mãe e filhas se ajudam nas trapaças de sessões espíritas que tentam sustentar as contas e a geladeira da casa. Tudo não passa de uma brincadeira para ludibriar as pessoas, e a vergonha alheia é tanta que muitas vezes nem cobrados os clientes são. Isso é um fato bem interessante da história. A sessão é claramente uma farsa, e quando termina o longa consegue explicar muito bem como tudo funciona, mostrando o segredo de tudo aquilo que aconteceu durante a tal sessão.

Apesar de ir bem até metade de sua história, Ouija: Origem do Mal tem pequenos detalhes que acabam comprometendo o resto do que havia de interessante. Inicialmente o longa não se preocupa em assumir sua identidade como um terror trazendo um clima dramático bem interessante, mas demora de mais para aceitar a história e mostrar sua proposta. Quanto aos “sustos”, não há nada de novo. A aposta da direção de Mike Flanagan (O Espelho, 2013) é no som ambiente. Sem o uso de trilha sonora na composição do clima de tensão, apenas usando o “tuc-tuc” dos sapatos no chão e a respiração ofegante dos personagens em cena ele consegue fazer o básico do terror.

O elenco é pouco conhecido e não tem química alguma. Lulu Wilson, a criancinha demoníaca da história, tem uma atuação muito básica e normal, não chama a atenção e não passa nenhum grau de tensão. Faz apenas o feijão com arroz que pediram à ela. Annalise Basso (O Espelho, 2013) é uma atriz interessante e tem uma boa atuação, que é comprometida pelo arco ruim que deram para sua personagem no terceiro e péssimo ato da trama. Assim como a mãe das duas meninas, Elizabeth Reaser (A Saga Crepúsculo). Com antepassados com o dom espírita (e do ocultismo) a personagem foi completamente distorcida na trama e acabou ficando sem importância alguma para a história.

O grande problema de Ouija: Origem do Mal são suas soluções  repentinas para os problemas mostrados no filme. Com conceitos interessantes ao longo da trama, o filme acabada se perdendo de forma trágica. Um exemplo é a típica cena de explicação, onde revela-se o por que de tudo aquilo que está acontecendo. O momento é bem conduzido, mas quando finalizado acaba decepcionando, assim como todo o terceiro ato do filme. Não havia como o novo Ouija ser uma longa ótimo de terror. Mas existia a possibilidade de ter uma história correta e competente. Ouija: Origem do Mal se rende aos defeitos do gênero, começa bem, desenvolve um enredo interessante, mas não sabe finalizar de forme coesa tudo aquilo que criou. Este é apenas mais um terror esquecível de 2016.

Avaliação
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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid’s Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

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