Crítica | Trolls chama a atenção pela simpatia e musicalidade

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trolls

A nova animação da DreamWorks traz muita simpatia e musicalidade de boa qualidade. Trolls, dirigida por Mike Mitchell e Walt Dohrn (dupla de O Gato de Botas, 2011), se assume inteiramente para o público infantil logo nos seus primeiros minutos. E apesar das músicas conhecidas pelos adultos, Trolls não se preocupa em ficar fazendo referências a cultura pop como outras animais atuais – como Pets – A Vida Secreta dos Bichos.

Trolls lembra muito de Os Smurfs, pois os pequenos seres viviam felizes e cantando e o papai troll fazia de tudo mantê-los seguros e felizes, pois nenhum troll fica para trás. O Gargamel, neste caso, seriam os Berguens que vivem tristes e carrancudos em sua cidade, a Cidade dos Berguens – a “falta de criatividade” no nome mostra que realmente é um desenho muito mais infantil do que a maioria das animações que tem a mesma proposta. Os Berguens vivem aguardando o Trollstício, um dia dedicado  felicidade, ou seja, comer Trolls. Issa é a única forma que os monstros feios têm para ficar felizes.

Os Trolls, obviamente, veem tudo da melhor forma possível. Mesmo com muitos problemas para resolver os pequenos seres musicais ainda são capazes de enxergar o lado positivo do problema. Assim como toda boa animação, Trolls também usa alguns clichês, que funcionam e se encaixam muito bem dentro do seu roteiro. Um deles é o personagem rabugento, o trollzinho Tronco, que odeia a hora do abraço e que não gosta mais de cantar. Tronco parte junto de Poppy em busca dos amigos que foram sequestrados pela cozinheira dos Berguens, que passou 20 anos exilada da cidade natal, por ter deixado os Trolls fugirem e trollarem toda a cidade com miniaturas de madeira em uma edição do Trollstício.

A história tem uma narrativa comum e não apresenta o uso invenções mirabolantes. Trolls faz apenas o suficiente para agradar e encantar o seu público alvo: as crianças. As músicas – com arranjos e Justin Timberlake – são uma mescla de sucessos atuais com sucessos antigos, cantados nas vozes de Justin Timberlake, Anna Kendrick, Earth, Wind & Fire e Gwen Stefani. O arranjo de Timberlake fica ótimo, realmente a trilha sonora é o diferencial de uma animação fofa, que esbanja simpatia, mas não apresenta nenhuma novidade – apenas uma versão própria e pouco original do conta da Cinderela, mas que devido ao climax do terceiro ato, perde totalmente a graça.

A missão de Trolls é bem rasa, pretende apenas encantar com a sua música e chamar a atenção do público infantil – além de, é claro, vender muitos bonecos. Com uma trama comum, personagens carismáticos e boa musicalidade, Trolls diverte, entretêm e encanta na medida certa. Sem nenhum exagero e com soluções corretas a animação tem seus méritos, mas não é o tipo de desenho animado que torna-se inesquecível. Esta é mais uma provável febre do momento entre as crianças e os jovens.

Avaliação
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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid’s Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

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