Crítica | Elis

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone

elis-01

Em sua estreia como diretor em longa-metragem, Hugo Prata é um alento ao cenário nacional do cinema. Elis é uma cinebiografia marcante, principalmente pela interpretação de Andreia Horta, que assume totalmente o papel da cantora.

A história é bastante enxuta, não conta a trajetória de Elis desde sua origem, mas a partir do surgimento dela e da mpb. Andreia Horta faz um trabalho maravilhoso no papel da cantora, tanto que recebeu com merecimento o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado deste ano.

Com cenas musicais vibrantes, o filme chama a atenção ao trazer os clássicos da cantora dublados pela atriz. A qualidade entre o movimento bocal e o encaixe com a letra da música está totalmente correta, sendo um dos pontos fortes do filme.

A história de Elis Regina é extremamente rica, cheia de acontecimentos marcantes e que mereciam destaque. Hugo Prata, que também assina o roteiro, escolheu o que queria contar e em alguns momentos perdeu a mão. A relação de Elis com o pai era conturbada na vida real. Pela falta desenvolvimento no filme, isso fica completamente distorcido. Isso deixa este e outros conflitos pessoais da personagem muito rasos, assim como o acontecimento mais importante do filme: a morte da cantora.

Com pequenos deslizes de desenvolvimento, Elis se prejudica sozinho. O filme prefere desenvolver muito bem o seu miolo, dando um trato especial no drama da personagem e o crescimento da sua carreira – associado ao aumento dos problemas. As relações de Elis foram bem exploradas, mas muitos dos seus parceiros ficaram de fora da história. Não havia como colocar tanto conteúdo em um filme de uma hora e meia, mas algumas escolhas poderiam ser melhor.

Hugo Prata traz em Elis um filme vibrante com uma protagonista que se destaca mais do que a própria história. Andreia Horta rouba a cena e entrega uma atuação sensacional, adonando-se totalmente do longa. As escolhas do diretor marcam aqui os acertos e os erros do filme. Para a estreia de Prata em longa-metragem (como diretor), o saldo é positivo e começar com a história de Elis Regina é algo arriscado, mas que no fim deu certo.

Avaliação
Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone
, , , , ,

Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid’s Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

Você Também Pode Curtir