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Com Go GettersThe Walking Dead prova que a crítica geral, seja ela amadora ou especializada, está certa ao pedir mais de um núcleo por episódio. Um deles focou nos acontecimentos de Hiltop e o outro trouxe um avanço no relacionamento de Carl (Chandler Riggs) e Enid (Katelyn Nacon). Isso tornou o episódio mais dinâmico, combinando drama e doses interessantes de ação.

Go Getters mostrou uma luz em relação ao formato da série, que promete trazer alterações mais dinâmicas para a segunda metade da sétima temporada. O quinto episódio foi delas, das mulheres. Maggie (Lauren Cohan), Sasha (Sonequa Martin-Green) e Enid dominaram as atenções e o mundo zumbi girou em torno das personagens. O plot de Maggie e Sasha teve um ótimo desenvolvimento, sem a preocupação de trabalhar de forma longa o luto das duas. Pelo contrário, a tristeza pela perda de Glenn (Steven Yeun) e Abraham (Michael Cudlitz) não atrapalhou o desenvolvimento do episódio, mas o sentimento permaneceu presente durante toda a trama.

Enid perdeu a visão de uma adolescente rebelde e promissora que a série estava passando. O andamento da relação de entendimento, respeito e admiração com Carl foi muito bom para o crescimento dos dois personagens. Além, de claro, mostrar que mesmo dentro de um apocalipse zumbi as pessoas ainda podem ser humanas. Puberdade e o descobrimento de um menino e uma menina podem ganhar espaço nessa nova vida.

O episódio também destaca que a presença de Negan (Jeffrey Dean Morgan) estará sempre acompanhando os locais onde ele exerce algum tipo de domínio. Gregory  teve mais espaço e pôde mostrar a sua face desonrosa no episódio. O líder da Colônia de Hiltop age conforme o medo ordena. A forma como Jesus reage é interessante e ali é possível ver a vontade de mudar a situação atual do local. Mesmo que Negan mande em tudo, Jesus se preocupa com as pessoas e sente a necessidade de ter um líder melhor em Hiltop. O personagem ainda deixou a sugestão de que Maggie pode ser líder da colônia, mas isso é algo complicado. Seria difícil abrir mão de uma personagem importante como ela para governar um local que tem pouco espaço na trama.

O predomínio das mulheres e sua representatividade chamaram muito a atenção em Go Getters. A atitude e imposição delas em relação aos acontecimentos principais demonstraram muita força em cena. A forma como Sasha e Maggie reagiram ao luto representa muito bem isso. Ainda mais pelo fato de mostrar que os acontecimentos da season premiere não foram esquecidos pelos personagens – um bom exemplo é a cena de Carl e Michone no início do episódio.

O quinto episódio trouxe uma melhora considerável na temporada. A história nunca foi problema em The Walking Dead, mas a falta de dinamismo na narrativa sim. A proposta diferente em ter dois núcleos que se unem no final foi muito mais agradável do que a dos episódios anteriores. Com isso o drama zumbi da AMC tem uma chance de prender o seu público novamente, já que a cada episódio exibido audiência da série fica menor.

Avaliação

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Criador da Matinê, está no 4º semestre do curso de jornalismo no Centro Universitário Ritter dos Reis - UniRitter. Aqui escrevo sobre filmes e séries a partir da minha perspectiva de mundo, sem medo de mostrar a todos o meu entendimento pessoal daquilo que assisto. O debate de pontos de vistas diferentes é livre, e sempre bem-vindo.