Imagem: Banco de Séries
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Mesmo apresentando elementos que podem ser importantes no futuro da trama, The Walking Dead aproveita mal a sua história. Com mais um episódio focado em apenas um personagem, a série perde a oportunidade de desenvolvimento no roteiro e deixa um episódio inteiro dedicado a uma personagem que não consegue sustentá-lo por completo.

É importante retratar, sim, o que aconteceu com Tara (Alanna Masterson) e Heath (Corey Hawkins), mas não é necessário dedicar um episódio completo para isso – com 50 minutos de duração. É cansativo ser repetitivo, mas The Walking Dead não colabora muito com os seus episódios. Boa parte desse plot poderia ter sido inserida como um núcleo secundário em capítulos anteriores, com exceção da apresentação do grupo feminino Oceanside.

A nova comunidade não tem grande importância nas HQs quando é mencionada, a não ser por aspectos mercadológicos com outras comunidade, por exemplo, Alexandria. Na guerra que está por vir elas podem ajudar o grupo de Rick, mas seria uma ocorrência totalmente exclusiva da série se isso acontecer. Além disso, a líder do grupo, Natania, revela no episódio, que os Salvadores mataram todos os homens e meninos acima dos 10 anos de idade e reforça que não querem ser descobertas por ninguém. Sendo assim, a apresentação do local pode servir apenas de contextualização e expansão do novo mundo que está sendo apresentado na série, comprovando que não haveria necessidade de um episódio inteiro dedicado a isso.

É esse tipo de acontecimento que estraga o ritmo da história, fazendo com que Robert Kirkman e cia. não aproveitem todo o potencial do material disponível nas HQs. Com a promessa de mudanças no formato do episódios na segunda metade da temporada – que deve começar a ser exibida em fevereiro de 2017 -, The Walking Dead pode desenvolver muito mais o enredo de seus personagens com mais núcleos simultâneos. Isso acabaria com o que os fãs e a crítica tanto reclamam sobre o programa “em todas as suas temporadas The Walking Dead tem ótimas estreias e finales, mas os miolos são cansativos e não avançam a história”, o que é totalmente verdade.

Imagem: Banco de Séries
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Restando apenas dois episódios para serem exibidos em 2016, The Walking Dead vai precisar correr e fazer algo surpreendente nas próximas duas semanas – o que com certeza vai acontecer. Swear apresentou um bom potencial, mas é o típico arco de história que não precisava de um episódio inteiro para ser contado. Além do mais, se nada mudar e a segunda metade da temporada for igual a primeira já pode-se esperar um capítulo focado em encontrar Heath e explicar o que significa “PPP”.

Walker¹: A presença de Negan precisa ser destacada novamente. Mesmo não aparecendo em todos os episódios, a ameaça dele e dos Salvadores sempre se faz presente de algum jeito na série. Ponto positivo para quem estragou todo o arco do Governador no programa.

Walker²: Nas HQs ainda existem homens em Oceanside, um deles é Siddq, que faz um papel de intermediário entre a comunidade dele com as negociações comerciais com Alexandria. Esse papel, provavelmente, ficará a cargo de Cindy na TV.

Walker³: Todo o cuidado é pouco. É difícil confiar em Natania e na comunidade de Oceanside. Assim como elas podem ser aliadas, também podem se tornar inimigas caso sintam-se ameaçadas. Por isso ainda é preciso ter um pé atrás com a história de que os homens foram mortos pelos Salvadores. As chances de isso ser verdade ou mentira são as mesmas.

Avaliação:

[yasr_overall_rating size=”medium”]

Veja o promo do penúltimo episódio de The Walking Dead em 2016.

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Criador da Matinê, está no 4º semestre do curso de jornalismo no Centro Universitário Ritter dos Reis - UniRitter. Aqui escrevo sobre filmes e séries a partir da minha perspectiva de mundo, sem medo de mostrar a todos o meu entendimento pessoal daquilo que assisto. O debate de pontos de vistas diferentes é livre, e sempre bem-vindo.