Crítica | Anjos da Noite – Guerras de Sangue

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O quinto filme da franquia Anjos da Noite é uma mistura de conceitos e intenções. Guerras de Sangue traz de volta os pontos fortes da franquia e os melhores elementos que deram certo anteriormente, como a gala das tramas vampíricas e elementos antigos para sua história.

Entre todos os filmes da franquia Anjos da Noite: A Rebelião é o melhor, pois vai a fundo nas origens do filme e acerta em tudo. Guerras de Sangue resgata bem esses elementos mais “históricos” da trama ao envolver a tribo nórdica dos vampiros no arco da protagonista.

A história gira em torno dos Lycans irem atrás da filha de Selene, apresentada no filme anterior, onde mais uma vez o sangue de um híbrido poderia dar fim a guerra entre vampiros e lobisomens. É uma motivação bem comum e fraca que está a altura da franquia, que como público deve ter apenas os fiéis fãs que adquiriu ao longo dos anos.

Apesar de ter bons elementos na construção da trama, Anjos da Noite nunca foi exemplo em nada. A franquia é bem interessante, tem uma proposta muito boa e os conceitos certos, mas se o projeto fosse levado realmente a série Underworld (título original) poderia ser muito melhor. A irregularidade dos lobisomens incomoda pelo fato das criaturas terem uma aparência diferente a cada filme. A única coisa característica de todos os filmes é a fotografia com paleta de cores azul combinada com a luz na noite.

Anjos da Noite quase erra em tentar deixar a franquia nas mãos de outro protagonista: David (Theo James). James é um péssimo ator, reprisa com bastante esforço o personagem que interpreta em A Série Divergente. Seria um grande erro abrir mão de Kate Beckinsale fazendo uma ótima girl power no filme.

É fato que Anjos da Noite sempre terá potencial para ser algo melhor do que realmente é. A franquia não é ruim, mas pela falta de seriedade e elementos trash demais, os filmes acabam perdendo o potencial para eles mesmo.

Anjos da Noite – Guerras de Sangue tem Tobias Menzies como o vilão Lycan Marius. Um personagem ruim, que não funciona e não representa a ameaça que cria na história. A atuação de Menzies está ridícula, muito abaixo do que ele costuma fazer na série Outlander. Lara Pulver consegue resgatar o que os vampiros têm de melhor: classe e inteligência. Mesmo não sendo totalmente eficiente, sua personagem, Semira, resgata um bom rumo para o futuro da franquia. Tais elementos são reforçados com a boa participação de Charles Dance, como Thomas.

Guerras de Sangue termina um ciclo e pode começar outro, com a volta da filha de Selene a história. Quem sabe assim possa existir a chance de finalizar logo a franquia, com um filme de qualidade que nunca foi feito sob o selo Anjos da Noite – com exceção ao filme de 2009 (A Rebelião), que é um caso a parte.

Avaliação
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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid’s Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

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