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Ao tentar misturar  American Pie com qualquer outro besteirol americano, sem se assumir como tal, O Último Virgem é uma aventura pré-adolescente com um roteiro perdido. O longa narra a aventura final de um grupo de amigos, a última festa antes da formatura e a última chance que o protagonista, Dudu (Guilherme Prates), tem para perder a virgindade.

Fiorella Mattheis também integra o elenco fazendo a professora mais desejada da escola. A personagem, mesmo sendo a principal nos materiais de divulgação do longa, é nada mais do que um objeto de consumo da história. Além de não ter a menor chance de ser taxado como o “American Pie brasileiro”, o longa tem uma mescla de atores jovens com alguns mais velhos (com mais de 30 anos) conhecidos da Malhação – por exemplo, Marco Antônio Gimenez, o Deco do filme.

O desperdício de talentos é tanto que até mesmo o ator André Ramiro, destaque em Tropa de Elite, tem uma ponta que beira o ridículo no filme. Existe uma grande diferença entre besteirol e absurdo, e O Último Virgem representa muito bem isso. Jovens eloquentes com camisinhas de canela passando uma noite regados a viagra mostram a tal diferença.

Os personagens são extremamente clichês, o nerd introvertido, o gordinho sem vergonha, o drogado bonito e o feio exibido que pega geral. Além de serem mal dirigidos por Felipe Bretas e Rilson Baco (fato que faria bastante diferença, pois o talento de Guilherme Prates e Bia Arantes fica bem evidente no filme), o arco dramático deles é fraco. Com isso o longa sente a necessidade de criar outro clichê, a demonstração de uma paixão repentina entre Dudu e sua melhor amiga, Julia (Bia Arantes). Ela, sim, já sentia algo por ele, mas como era evidente que se seguisse a linha do roteiro durante toda a história, o longa não chegaria em lugar algum o escape da trama foi criar um arco adolescente entre dois amigos apaixonados.

O Último Virgem mostra que o cenário nacional pode até ter boas ideias, mas a execução está muito longe do ideal. O filme se constrói a base de todos os clichês de filmes adolescentes e já que nenhum deles funciona, este é o grande problema do filme.

Avaliação

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Criador da Matinê, está no 4º semestre do curso de jornalismo no Centro Universitário Ritter dos Reis - UniRitter. Aqui escrevo sobre filmes e séries a partir da minha perspectiva de mundo, sem medo de mostrar a todos o meu entendimento pessoal daquilo que assisto. O debate de pontos de vistas diferentes é livre, e sempre bem-vindo.