Crítica | Dominação

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Dominação não tem crença, nem nele mesmo
Dominação (Incarnate)
Divulgação/PlayArte Pictures

Com um elenco de rostos conhecidos, Dominação traz uma das piores premissas em filme de terror: o exorcismo, em que o exorcista não crê em religião, e trata os demônios como um praga. Ciência e religião é um debate caloroso que não chega a lugar nenhum, e Dominação acredita apenas na ciência.

As possessões, tratadas como doenças, tentam estabelecer um novo conceito no subgênero do terror, mas é na verdade uma premissa confusa que não sabe o quer. A história é contraditória, pois o Dr. Seth Ember (Aaron Eckhart) é contratado pela própria igreja católica, para dar um fim no demônio que destruiu a sua vida.

Antes de qualquer coisa o filme faz uma reunião de personagens conhecidos do cinema e da tv, Aaron interpretou o Duas Caras na trilogia O Cavaleiros das Trevas, Carice Van Houten é Melisandre em Game of Thrones, David Mazouz é o Bruce Wayne na série Gotham e Matt Nable foi Ra’s al Ghul em Arrow. Reunindo rostos tão conhecidos o filme deveria ter bons desempenhos, mas nenhum ator consegue absorver o peso do que está acontecendo. Sempre que o cinema traz o exorcismo como tema central de uma história, uma das maiores preocupações do roteiro é mostrar como o acontecimento a afeta as pessoas envolvidas. E isso não acontece em Dominação.

A premissa ruim e a falta de clima na história são os grandes problemas do filme, que sofre com um roteiro ruim e personagens esquecíveis do início ao fim. O protagonista é fraco e carrega um drama que em nenhum momento afeta a “empatia”, que também não existe com os personagens. A mãe do garoto possuído fica o filme inteiro perdida sem saber o que acontece, e Carice Van Houten não consegue passar o mínimo de desespero de uma mãe em uma situação como essa.

A direção de Brad Peyton é totalmente precária, usa todos os clichês básicos de filmagem em qualquer filme de terror e ainda apresenta um plot twist decadente no terceiro ato, na tentativa de aumentar a dramaticidade e dar um pouco de emoção ao filme.

2016 foi um ano ruim para o terror, que teve A Bruxa, Invocação do Mal 2, O Homem nas Trevas e Invasão Zumbi como um agouro para o gênero. E 2017 começa e mal a pior com Dominação.

(Precário)

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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid’s Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

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