Primeiras Impressões | Emerald City

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Roteiro fraco mostra muitas limitações da narrativa logo no primeiro episódio
Emerald City (NBC)
Imagem: Banco de Séries

Emerald City, da NBC, foi uma das primeiras estreias da Mid-Season 2017 na TV americana, já com o rótulo de uma das mais aguardadas, ou comentadas, deste início de ano. Todo esse rebuliço é porque a série é ambientada no Mundo Mágico de Oz, mas diferente das fantasias infantis que já retratam este universo, a série criada por Matthew Arnold começa bem e vai se perdendo conforme os minutos passam no seu primeiro episódio.

O episódio de uma hora e vinte minutos é extremamente cansativo, e apenas na primeira hora (quando exibe “The Beast Forever“) consegue criar curiosidade e um pequena expectativa para o desenrolar da história. Apresentando Dorothy Gale (Adria Arjona), uma enfermeira do Kansas abandonada pela mãe na casa dos tios, acaba indo parar na terra de Oz por conta de um tornado. A história traça rumos interessantes quando a personagem vai para o desconhecido e em pequenos paços consegue iniciar a criação de um universo, que deve ser desenvolvido ao longo dos próximos episódios.

O problema central é a própria história que não chega a apresentar um propósito de verdade. Há a presença de uma ameaça para alguns, que na verdade ainda não está ali, de fato. A Cidade Esmeralda, comandada pelo próprio Mágico de Oz deveria representar a magia, ou até mesmo a parte encantadora da fantasia, mas ao contrário disso é o plot do mago e suas bruxas é completamente desinteressante do início ao fim. Vincent D’Onofrio, que interpreta Wilson Fisk/ Rei do Crime em Marvel’s Daredevil da Netflix, trazendo uma atuação esquecível como Mágico de Oz. O personagem permeia entre fanfarrão e almofadinha.

Há um conflito do passado entre o mágico e as bruxas (do norte, sul, leste e oeste) que não fica claro, pois parece que ambos os lados são vilões. É o tipo de falha boba que o roteiro apresenta diversas vezes durante o episódio (principalmente na segunda parte, “Prison of the Abject“), pois mesmo com um episódio de uma hora e vinte minutos de duração ele ainda perde tempo em apresentar elementos que poderiam fazer mais sentido em um futuro próximo.

A série é bastante similar a Once Upon a Time, mas obviamente com um tom mais adulto e com um drama maior. A protagonista funciona na primeira metade do episódio, mas como a qualidade da história vai decaindo com o passar do tempo, a personagem também entra na mesma onda do restante do programa.

Emerald City é inicialmente interessante pelo tom adulto, o núcleo da protagonista dá indícios de que embarcaremos em uma grande aventura, mas o tempo passa e isso não acontece – principalmente porque a série se leva a sério de mais. Para um piloto, o programa fica abaixo do esperando, ainda mais por arriscar com um episódio de 1h e 20 min sem ter uma história que sustente tanto tempo em tela. Por fim, Emerald City não consegue fazer o mínimo para prender o telespectador em um próximo episódio.

Avaliação

(Ruim)

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Comentários

Editor-chefe e criador do Matinê Cine&TV é estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Declarado fã de Harry Potter e O Senhor dos Anéis, Matheus, adoraria viver um apocalipse zumbi em TWD, ou lutar contra os exércitos de Westeros em GoT, mas se contenta em assistir essas e outras dezenas de séries na vida real.

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