Crítica | Assassin’s Creed

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Assassin’s Creed pode é o começo de um novo rumo para as adaptações de jogos no cinema?

Assassin's Creed (20th Century Fox)

Assassin’s Creed abre a grande safra de blockbusters do cinema em 2017. Mais importante que isso: o longa de Justin Kurzel acende uma luz de esperança para as adaptações de games em Hollywood. Ainda carente de uma melhor direção, Assassin’s Creed faz o suficiente para ser um filme cativante e motivador.

As adaptações de jogos para o cinema já penaram com muitos filmes ruins – Max Steel é um bom exemplo -, pois nem sempre conseguem cumprir com duas tarefas cruciais para se estabelecerem: apresentar um universo próprio, original e atrativo, e desenvolver um roteiro que instigue o público. Sem muitas dificuldades, Assassin’s Creed faz com que ambos os objetivos se cumpram apenas com o desenvolvimento da história narrada no filme, mesmo com pequenos deslizes no roteiro.

O conflito entre os Assassinos do Credo e os Templários traz de volta a atratividade de filmes que se passam na antiguidade que trabalham as batalhas entre gregos e troianos, por exemplo. A motivação deste embate é válida, sendo uma premissa que permeia entre uma fantasia bem construída e uma possível distopia bem idealizada. A busca pela Maçã do Éden, objeto de desejo dos Templários para erradicar o gene violência, gera uma disputa interessante entre os dois lados.

Como uma adaptação de Hollywood, Assassin’s Creed pecou com clichês básicos ao trazer uma motivação artificial ao personagem de Michael Fassbender. O mesmo era totalmente desinteressado quanto ao passado de Aguilar (seu antepassado), e precisou apenas de uma faísca de fósforo para mudar seus pensamentos e atitudes. Uma motivação fraca, mas necessária para tirar o longa de uma zona de conforto que poderia prejudicá-lo.

Assassin's Creed (20th Century Fox)

Justin Kurzel traz uma direção interessante para a proposta visual do filme, mas que nos seus principais momentos demonstrava diversas limitações. O diretor construiu bons planos-sequências em alguns momentos, mas em outros era receoso e não aproveitava o potencial das cenas. Assim como as lutas que pareciam interessantes, mas as mesmas ainda tinham uma coreografia mediana, ângulos ruins na filmagem e uma edição picotada, que era mais rápida que os próprios golpes.

Em contraponto, o elenco é um acerto do filme. A escolha de Fassbender combina com o visual e o drama do personagem. Assim como coadjuvantes funcionam de acordo com as necessidades do filme. Sendo assim, boa parte dos personagens são rasos, e seu desenvolvimento é suprido pela narrativa, que vai se completando a cada descoberta do protagonista.

Assassin’s Creed é uma franquia em potencial. Apesar de apresentar uma direção limitada, Justin Kurzel deixa um saldo positivo para uma possível continuação. As alterações visuais, que diferenciam as duas linhas temporais da história, tornam-se empolgantes ao estabelecerem o universo do game no cinema. Assassin’s Creed traz a história do jogo em uma narrativa comum, e mesmo com problemas o longa funciona.

Avaliação

(Bom)

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Comentários

Editor-chefe e criador do Matinê Cine&TV é estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Declarado fã de Harry Potter e O Senhor dos Anéis, Matheus, adoraria viver um apocalipse zumbi em TWD, ou lutar contra os exércitos de Westeros em GoT, mas se contenta em assistir essas e outras dezenas de séries na vida real.

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