Crítica | Eu Fico Loko

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Eu Fico Loko vai um pouquinho além do rótulo “filme de youtuber”

Eu Fico Loko
Imagem: Divulgação/ Paris Filmes

Eu Foco Loko não se restringe em ser, apenas, um filme de Youtuber. Recebendo um trato carinhoso da direção e de roteiro, o longa que retrata a história de Christian Figueiredo (interpretado por Filipe Bragança) é bem feito, mas a história de vida do jovem é igual a de qualquer outro adolescente no Brasil – se bem que a dele não é tão ruim assim.

Fazendo um breve retrato do bullying que sofria na infância e aprofundando esse mesmo conflito entre o “deslocado” e o garoto popular da escolha na adolescência, o longa traz uma história como qualquer outra: um jovem que não seria nada sem os amigos, em meio a puberdade e o afloramento dos desejos sexuais. Dilemas como o primeiro beijo e a primeira vez são bem trabalhados aqui, e isso é o mínimo que um filme do gênero pode fazer.

O roteiro, apesar de comum, retrata bem o enredo e ainda consegue apresentar um sentido válido do porquê essa história está sendo contada. A intenção é mostrar os principais acontecimentos que motivaram o garoto a ir para internet desabafar, mostrar como isso lhe fez bem, como ele criou confiança a partir disso. E foram as decepções amorosas e normais da juventude que deram um grande impulso para isso – somando também, todos os problemas que o jovem passava no seu dia-a-dia.

Bruno Garotti comanda bem o filme em sua estreia como diretor – Garotti havia trabalhado no roteiro de S.O.S. Mulheres ao Mar em 2015 -, é uma direção bem feita e característica para o gênero. Já que a história é comum, não há o que inventar ou endeusar no longa. Uma direção que caminha, com simplicidade, ao lado da história. Assim como as atuações dos jovens são dignas para os dilemas que estão vivendo, principalmente por serem atores jovens e carismáticos.

Imagem: Divulgação/ Paris Filmes

O filme, até certo ponto, surpreende com a ousadia da quebra da quarta parede, mas com duas ou três entradas de Christian Figueiredo (o verdadeiro) elas se tornam cansativas e incomodam. Com isso fica a impressão de que ao longo de todo o filme teríamos interrupções do Youtuber para comentar os acontecimentos da própria vida. Se fosse assim, o longa não funcionaria, mas no momento que as entradas do jovem começaram a incomodar, a história tratou de se encaminhar e deixou este “recurso” de lado.

Entre tantos filmes brasileiros que já tivemos retratando esta mesma história, como o recente O Último Virgem – uma tentativa clara de iniciar um American Pie nacional -, Eu Fico Loko acaba sendo um bom filme, um longa divertido e interessante, pois facilita a identificação do público com os personagens do filme. Eu Fico Loko não foi feito apenas pelo sucesso, ou pela bilheteria, o filme tem um propósito e este é o seu diferencial.

Avaliação

(Bom)

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Comentários

Editor-chefe e criador do Matinê Cine&TV é estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Declarado fã de Harry Potter e O Senhor dos Anéis, Matheus, adoraria viver um apocalipse zumbi em TWD, ou lutar contra os exércitos de Westeros em GoT, mas se contenta em assistir essas e outras dezenas de séries na vida real.

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