Crítica | The Walking Dead – 7×09 – Rock in the Road

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Imagem: Banco de Séries

Com os elementos e rumos certos, retorno de The Walking Dead é mais do que satisfatório. Depois de alguns meses e muitas controvérsias, The Walking Dead retorna com um bom episódio. “Rock in the Road” foi eficiente em vários sentidos, mas principalmente em traçar um rumo e objetivo aos personagens sem esquecer dos perigos que os rodeiam. Sendo assim, seguindo a linha da primeira parte da temporada, Negan (Jeffrey Dean Morgan) não precisa estar presente para que sua presença seja sentida e temida pelos personagens.

O novo episódio chega com um ritmo mais cadenciado, que inicialmente pode incomodar, e com uma proposta clara que rumar a preparação da guerra. Rick (Andrew Lincoln) voltou a ser o verdadeiro líder dos sobreviventes, resgatando a esperança em tempos sombrios. Unidos por um objetivo, a química dos personagens está como há algum tempo não era, todos trabalhando em harmonia em prol de um bem maior – ainda assim cada um têm suas próprias motivações para estar ali, de acordo com o que foi desenvolvido na primeira metade da temporada.

A abertura, com Padre Gabriel (Seth Gillian) guardando os mantimentos e as poucas armas de Alexandria, e por fim indo embora com um acompanhante misterioso ainda não faz sentido – algo que deve ser explicado em um episódio futuro, desde que não seja apenas para encher linguiça. Apesar de ainda não apresentar um motivo claro, a ação Gabriel e seu cúmplice, ou a pessoa que o forçou a fazer, serviram para dar mais uma opção à Rick e a sua buscar por aliados na guerra contra os Salvadores.

Rock in the Road” também trouxe, da forma mais prática possível, o aguardado encontro entre Rick e Rei Ezekiel (Khary Payton), porém, o acontecimento foi longe do que se esperava. Com um roteiro que tornou a ambientação de Ezekiel mais formal do que todo o episódio que apresentou o personagem, as conversas entre ele, Rick e o grupo foram rápidas, como se o roteiro quisesse terminar logo com o encontro dos dois personagens – somando com a sempre péssima colaboração de Morgan (Lennie James), que sempre encontra um jeito de estragar alguma coisa. Relacionado a isso, há também a participação de Carol (Melissa McBride) no episódio, que pode ser resumida como um fan service para quem estava com saudade da personagem.

Ainda sem saber o que aconteceu com Gleen (Steven Yeun) e Abraham (Michael Cudlitz), Carol continuará isolada, mas com certeza isso chegará aos ouvidos dela, e a personagem terá uma participação importante para convencer Ezekiel e o Reino de entrarem na briga contra os salvadores. Isso reforça que o roteiro não pode mais perder tempo quanto a guerra, pois a primeira metade da temporada fez o que era necessário para trabalhar a motivação de todos os personagens quanto a isso, tanto que eles já estão decididos à ir enfrentar o Negan.

Imagem: Banco de Séries

Por já estar em sua sétima temporada, é complicado criar, sempre, um fato novo em seus episódios, mas sem sombra de dúvidas Rock in the Road trouxe um dos momentos criativamente mais incríveis do programa. A cena em que Rick e Michone (Danai Gurira) ligam os carros, interligados por um cabo de aço, e a acabam com boa parte de uma horda de zumbis foi impressionante. Além disso, é preciso ressaltar que a tenção/apreensão criada antes disso, quando o grupo desarmava os explosivos, só colaborou com o melhor momento do episódio.

Como citado no início da crítica, a ameaça que rodeia os personagens não foi esquecida, e no final do episódio os Salvadores deram o ar da graça em Alexandria à procura de Daryl (Norman Reedus) – que depois de muito tempo voltou a falar. A cena aconteceu para deixar claro, que ninguém fica de fora do radar dos vilões e para mostrar que os Negans da vida também sabem colocar medo nas pessoas – pelo menos essa era intenção, e isso não quer dizer que tenha funcionado.

Por fim, com a descoberta da pista de Padre Gabriel (Boat, aka barco), que levou Rick e o grupo de volta ao barco onde ele e Aaron (Ross Marquand) acharam os suprimentos para dar ao Negan. O fato é que o padre poderia saber sobre isso, o que não seria nenhuma surpresa, mas a questão é o por que e com quem ele fez isso. Seria mais uma ligação com o grupo do lixão que apareceu no final do episódio? Aliás, a cena final com Rick abrindo o sorriso ao ver um grupo cheio de armas cercando ele e os seus companheiros, não poderia ser melhor para o protagonista. Há muito tempo Rick não ficava tão esperançoso e a oportunidade que ele viu em recrutar novos membros para o seu exército ficou totalmente evidente no final do episódio.

Com novas perguntas que precisam de respostas, The Walking Dead retornou com um episódio sólido e que encaminhou o plot da segunda metade da temporada. O ritmo, um pouco lento no começo, mostrou que o roteiro não pretende perder tempo com pequenas coisas. Ao contrário disso, a série caminha normalmente para concluir um dos grandes arcos que iniciou. Em suma, “Rock in the Road” foi o episódio que o retorno de The Walking Dead precisava para encaminhar sua história.

Avaliação

(Bom)

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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid’s Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

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