Crítica | The Walking Dead – 7×10 – New Best Friends

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Imagem: Banco de Séries

Com um ritmo similar ao do episódio de retorno, na semana passada, e com momentos menos incríveis, porém, mais emocionantes, The Walking Dead ainda segue o rumo que está traçando: episódios com mais núcleos que prezam pelo desenvolvimento da trama final da sétima temporada.

New Best Friends” tinha uma missão difícil de dar continuidade aos acontecimentos do episódios anterior (leia a crítica), para mostrar que a série realmente não quer mais perder tempo enchendo linguiça. Dito isso, o que o décimo episódio fez de melhor foi seguir a linha do seu antecessor, dando a continuação necessária às questões abertas no episódio anterior e assim deixando a história bastante fechada nessa retomada de temporada.

Além disso, o episódio explicou rapidamente o que realmente aconteceu com Padre Gabriel (Seth Gillian), que ao contrário do que se poderia imaginar, acabou sendo sequestrado por um membro do grupo do lixão – estes se intitulam furtadores, fazendo o perfeito uso da palavra. Mas, por outro lado, o novo episódio não trouxe nenhum momento acima da média, como a cena da horda de zumbis na semana passada, e ainda conseguiu exibir um momento visualmente vergonhoso. Porém, a preocupação de New Best Friends era em amarrar ainda mais o plot do que impressionar os olhos dos telespectadores – mesmo com a cena do zumbi estilizado, que não trouxe impacto algum, já que era previsível que Rick (Andrew Linlconl) se livraria do monstro.

Em contra partida às resoluções necessárias para a história foram ótimas e o Reino voltou a dar as caras. Desta vez, o episódio se preocupou em mostrar como a relação entre o Rei Ezekiel (Khary Payton) e os Salvadores é delicada e turbulenta – e talvez saia daí a motivação para Ezekiel se juntar com Rick na guerra contra os vilões. Por outro lado, a cada aparição do Reino e seus personagens na série, fica evidente que o local e seus habitantes ainda têm muito para mostrar e enriquecer o universo que está cada vez mais estabelecido em The Walking Dead.

Entre outros pontos positivos e que diferenciam o “New Best Friends” de “Rock in the Road“, é sua levada dramática com o reencontro de Carol (Melissa McBride) e Daryl (Norman Reedus) – ela já totalmente decidida em sua posição de exílio, mas com certeza veremos a personagem retornando a ativa nas próximas semanas. Apesar deste novo arco, é visível que as consequências do final dessa temporada vão afetar muito a personagem, e isso cria boas expectativas para a oitava temporada, mesmo que este seja apenas o décimo episódio da fase atual.

Em suma, a temporada de The Walking Dead encontrou, novamente, um bom rumo para sua narrativa ao traçar a motivação de seus personagens de forma consolidada e encaminhando a preparação para a aguardada guerra contra os Salvadores. O sorriso de Rick se justificou facilmente em “New Best Friends“, assim como todas as explicações têm sido resolvidas de forma fácil e natural neste retorno. Ao bem da verdade, é bom ver como o núcleo principal da série está estabelecido, por exemplo, esse pequeno plot centrado no desaparecimento do Padre Gabriel mostrou, que, apesar de ter um mal começo no programa, o personagem já está firme na série.

Evoluções a parte, The Walking Dead segue firme e forte nessa temporada, que mesmo dividindo opiniões, mostra a identidade da série alternando episódios bombásticos com aqueles que acrescentam mais a história.

Avaliação

(Bom)

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Comentários

Editor-chefe e criador do Matinê Cine&TV é estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Declarado fã de Harry Potter e O Senhor dos Anéis, Matheus, adoraria viver um apocalipse zumbi em TWD, ou lutar contra os exércitos de Westeros em GoT, mas se contenta em assistir essas e outras dezenas de séries na vida real.

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