Crítica | Monster Trucks

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A intenção de Monster Trucks para com o público brasileiro é a mais clara possível: dar as caras nas telonas nacionais e daqui alguns anos ser exibido na Sessão da Tarde para uma nova geração. Com alguns rostos conhecidos, a aventura traz uma história típica das tardes semanais da TV brasileira, por tanto, não pode ser encarada com muita seriedade.

Com uma narrativa extremamente comum aos moldes de aventura e sem se preocupar com a profundidade dos personagens, Monster Trucks começa cheia de mistérios a cerca de criaturas que viviam no subsolo da terra e que acabam subindo para a superfície. A partir daí começa a grande jornada dos monstrinhos até sua terra natal.

Aqui, a jornada do herói é traçada da maneira mais básica possível, mas sem encantar e muito menos divertir, pois a linguagem da trama é feita para o público infantil, sem se preocupar com o que as outras faixas etárias podem pensar. Além disso, não é o tipo de história que envolve uma narrativa complexa, muito pelo contrário, o roteiro de Monster Trucks é básico e econômico, não se compromete em criar algo grandioso, apenas com a diversão da criançada.

A história lembra outros filmes do gênero que embalaram a década de 1990 e o início dos anos 2000, como a relação de Jesse e Willy, em Free Willy (1993), entre outras obras similares. Porém, o filme de Chris Wedge não apresenta nenhum motivo especial para se tornar tão querido pelo público, até porque este estilo de filme, mesmo que com uma roupagem totalmente atual, pode não funcionar para a geração atual.

Monster Trucks não é o tipo de filme que faz o público se importar com os personagens, muito menos com o seu apático protagonista, vivido por Lucas Till. A construção é tão básica que até mesmo o relacionamento clichê entre Tripp (Till) e Meredith (Jane Levy) não convence, principalmente pela falta de química da dupla. Além dos dois, o filme ainda tem a participação de Danny Glover, mas com pouco destaque destaque aparece quando é necessário.

Para os fãs de carros é claro que Monster Trucks pode agradar, mas ao bem da verdade é preciso ressaltar que mostrar algumas customizações e um personagem que passa o filme sujo de óleo, não deve ser tão encantador assim. O filme ainda comete um erro ao se questionar sobre o uso dos animais como meio de locomoção, ou apenas como motor dos carros. A tentativa de abordar algo mais complexo causa uma certa estranheza, ainda mais pela reação dos personagens que logo percebem o erro e voltam o foco para a diversão descompromissada.

Sem muitas pretensões e com momentos deprimentes no uso de CGI, Monster Trucks é puro entretenimento, um filme que dispensa a reflexão do público e a escolha do mesmo, preocupando-se apenas em agradar aqueles que simpatizarem com sua história. Com dramas familiares e a tentativa de algumas mensagens genéricas de reconciliação, Monster Trucks não veio para agregar ao cinema, mas sua presença também não incomoda.

Em suma, o longa se sujeita a estar ali e ser escolhido apenas pela curiosidade de quem quiser assisti-lo.

Avaliação

(Regular)

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Comentários

Editor-chefe e criador do Matinê Cine&TV é estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Declarado fã de Harry Potter e O Senhor dos Anéis, Matheus, adoraria viver um apocalipse zumbi em TWD, ou lutar contra os exércitos de Westeros em GoT, mas se contenta em assistir essas e outras dezenas de séries na vida real.

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