Crítica | The Walkking Dead – 7×12 – Say Yes

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Say Yes” é o tipo de episódio que mostra aos fãs o resulto do desenvolvimento de alguns personagens e da série, além de afirmar aquilo que todo mundo já sabe: o mundo mudou, e muito. Com Rick (Andrew Lincoln) e Michonne (Danai Gurira) indo em busca de armas e suprimentos, em prol de fornecer aos parceiros do lixão, e remontar o seu arsenal, o episódio ainda foi incrementado com sub-tramas interessantes, uma delas sendo bastante importante.

Partindo do princípio humano do sentimento de vingança, somado ao retrato birrento de Rosita (Christian Serratos) passado pelo roteiro desta temporada, o arco da personagem é no mínimo comum para este tipo de situação. Porém, há o agravante interessante que pode ser o ponto de virada da segunda metade da sétima temporada: Rosita e Sasha (Sonequa Martin-Green) unem suas forças em um iminente ataque à Negan (Jeffrey Dean Morgan) que com certeza dará errado, e com a promessa de que os episódios finais trarão muitas mortes, é possível esperar que pelo menos uma das duas morra – neste caso as probabilidades são maiores para Sasha, já que Sonequa está integrando o elenco de Star Trek: Discovery.

Por outro lado, “Say Yes” fez com que Swear começasse a apresentar a sua única serventia para o enredo dessa temporada: trazer a ideia de Oceanside, que pode agregar mais força ao grupo de Rick na guerra contra os Salvadores. O assunto é especulado desde que o sexto episódio foi ao ar no ano passado, porém, só agora que a ideia veio de fato a tona, em um conflito rápido e correto vivido por Tara (Alanna Masterson) no episódio do domingo passado. Além disso, o episódio em que a personagem conheceu o grupo feminino também trouxe o sumiço de Heath, e até o momento a série não se deu ao trabalho de explicar onde está ou o que aconteceu com o personagem – vale lembrar que Corey Hawkins é o protagonista de 24: Legacy na FOX, e entre continuar em The Walking Dead com pouco destaque e protagonizar uma potencial franquia na TV, a escolha parece bastante óbvia.

Enquanto tudo isso acontecia, como pano de fundo, Rick e Michone, como já citados, foram em busca de armas e suprimentos, e entre andanças, momentos de afeto e uma boa procurada na região, a dupla encontrou um lugar cheio de tudo aquilo que eles precisavam: armas e muita comida. A relação afetiva desenvolvida pelos dois personagens mostrou uma evolução significativa em “Say Yes“. Rick, o líder do grupo desde os primórdios da série, se mostra cada vez mais maduro e seguro de si, quanto as suas capacidades e habilidades. Michone, por outro lado, que era muito mais como um bicho do mato quando apareceu, agora reflete toda a insegurança e fragilidade de uma mulher apaixonada, camadas que foram bem retratadas por Danai Gurira – apesar de ter o momento completamente pavoroso da falsa morte do Rick, porém, esta mesma cena foi a responsável por desencadear todos esses sentimentos na personagem.

Além de mostrar o crescimento dos personagens, “Say Yes” trouxe de volta a retomada dos objetivos da série para a segunda metade da temporada, que é a guerra contra os Salvadores. Apesar de poder resolver isso em poucos episódios, The Walking Dead não se mostra tão preocupada em retratar o acontecimento mais importante do programa desde o conflito com os canibais no Terminus ou até mesmo desde a guerra da prisão contra o Governador, que culminou na separação de todos os sobreviventes da batalha. Fato é que as coisas estão realmente acontecendo, em um ritmo bastante cadenciado, como já é característico de Walking Dead, mas o mais importante é ver que estes mesmos acontecimentos rumam para algum lugar – ou estão sendo movidos por um objetivo.

Fora os pros a nível de personagens, o episódio ressaltou as mudanças do mundo criado em The Walking Dead, onde o ser humano é muito mais perigoso do que a própria ameaça dos zumbis – fato comprovado há algumas temporadas pelo programa. Estes, por outro lado, só representam uma ameaça em grande quantidade, como visto no retorno da série em Rock in the Road – ou também na season premiere do sexto ano da série. Se não for assim, é só usar a cabeça e montar uma estratégia prática, já que para matá-los em definitivo, basta apenas um golpe forte na cabeça.

Por mais que este não seja o episódio mais bombástico ou revelador do programa, a transição evolutiva proposta por “Say Yes” é o mínimo que a série pode fazer. Agora com quatro episódios restantes para finalizar a temporada, The Walking Dead vai precisar surpreender o público e mostrar para o que veio na segunda metade da temporada – o que talvez não seja uma real surpresa, já que todos que acompanham o programa já estão carecas de saber que se tratando de première e finale, The Walking Dead sempre sabe como nos agradar.

Avaliação

(Bom)

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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid’s Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

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