Crítica | The Walking Dead – 7×13 – Bury Me Here

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Imagem: Arquivo pessoal/ Matheus Machado

Em um mundo onde as leis não regem mais, qualquer um pode ser, livremente, o que bem entender e viver do modo que lhe convém. Essa é a escolha de Morgan, mas ao invés de confirmar isso mais uma vez, com “Bury Me Here“, The Walking Dead mostrou que antes mesmo do próprio livre arbítrio há o fator humano e os seus sentimentos.

O décimo terceiro episódio mostrou, também, que todo grupo tem o Spencer que merece, porém, no caso do Reino, ele se chama Richard e arquitetou um plano mirabolante para jogar Ezekiel contra Gavin e Os Salvadores -bloqueando o caminho do Rei até o encontro com os antagonistas e ainda escondendo um melão, que prejudicou o grupo ao qual pertencia.

As vezes, The Walking Dead pode não apresentar um grande episódio, mas a série também gosta de mostrar que sabe desenvolver personagens. Richard, que começou a ganhar destaque nos últimos episódios – por apoiar Rick na atitude de guerra contra os Salvadores, e por tentar fazer Daryl matar Carol -, mostrou que em The Walking Dead todos os personagens têm uma história triste para contar. O problema disso, é que a essa altura do campeonato não há história de vida que afetem ou façam o público se importar com tal personagem. Sendo assim, Richard queria ser descartado, mas mostrou, desde o começo, que nunca teria tanta utilidade como para fazer Morgan retroceder em relação a sua filosofia de vida.

Com isso, o personagem (Morgan) relembrou bastante aquela sua aparição antes do seu retorno definitivo, em que quase matou Rick e se mostrou totalmente transtornado com a morte do filho. Tudo isso, entre outras dificuldades, passaram na cabeça de Morgan depois da morte de Benjamin. Mas ao invés de ser vitimizado e ter mais dramas acrescentados, que desde que apareceu em Alexandria funcionava mais como uma pedra no caminho do que alguém para ajudar, Morgan acordou para a vida e deu o empurrão necessário para que ele mesmo voltasse para o enredo da série – e assim deixando de ser um ponto fora da curva.

Porém, não foi só o Morgan que voltou a dar os paços certos. Carol, também está de volta depois de saber sobre a morte de Glenn e Abraham, algo que realmente demorou à acontecer. Carol, assim como Morgan, fez as suas próprias escolhas, obtendo a solidão por opção como resultado de suas decisões. Mas como o fator humano e sentimental fala mais alto do que as razões/motivações da personagem, já era hora de Carol sair da toca e ter a atitude de fazer alguma coisa. E assim, ela ainda trouxe a realidade para Ezekiel, que depois de todos os acontecimentos não poderia dar uma resposta diferente sobre partir contra os Salvadores.

Fazendo os últimos ajustes dos personagens antes de começar enfim a tão falada guerra, que deve começar no final desta temporada, The Walking Dead corrigiu o rumo de dois personagens importantes para o plot principal da série. E apesar disso, esses fatos, mais uma vez, poderiam ser trabalhados de uma forma mais dinâmica, mas de nada adianta isso se a identidade que o programa adquiriu nos últimos anos é essa, e isso não vai mudar.

Com um bom episódio, Walking Dead continua, lentamente, preparando o campo para os acontecimentos mais importantes da série, depois de sua grande season premiere no ano passado.

Avaliação

(Bom)

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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV, estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek e Star Wars. Na TV The Walking Dead, Game of Thrones, Shameless, Jessica Jones são alguns dos seus favoritos.