Crítica | The Walking Dead – 7×15 – Something They Need

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone
Imagem: Arquivo Pessoal/ Matheus Machado

A questão é a seguinte: por que The Walking Dead não faz/consegue ou tem a capacidade de trazer toda semana um episódio dinâmico, eficaz, sem enrolação e que explora diversos núcleos da história – sem deixar de traçar um rumo à trama e aos personagens – como é em “Something They Need“? A questão vai muito além de ter ação, de ter zumbis, porradaria, tiros e mortes, o problema de The Walking Dead está lá na raiz, na cabeça dos produtores e roteiristas que não conseguem manter um formato agradável ao desenvolvimento da sua história.

É com episódios como este (15º) que percebe-se como a série cria uma barriga enorme em seus plots, como o programa desenvolve episódios desinteressantes e como perde tempo com sub-tramas que em algumas cenas, em episódios que exploram diversos núcleos, poderiam se resolver com uma facilidade incrível. Prova disso é Oceanside. Na primeira metade da temporada – onde o grupo só de mulheres foi apresentado e Heath foi abandonado -, a série dedicou um episódio completo para apresentar pessoas que serviriam para uma resolução prática, feita, talvez, em 15 minutos neste episódio. Por tanto, era necessário ter um capítulo inteiro à um plot concluído de forma tão prática e ainda apresentar um grande furo de roteiro (no caso, o sumiço de Heath, que ninguém deu falta até o momento)? Não, de fato, não precisava.

O problema em Walking Dead é de coesão narrativa (leia a crítica da semana passada aqui), pois há episódios que trazem histórias completamente isoladas, que servem apenas para o desenvolvimento de personagens, ou que trazem 40 minutos de um arco independente e os cinco finais se dedicam a amarrar o capítulo ao plot central da temporada. Sendo assim, a série está se tornando insatisfatória, mesmo que o público e crítica entendam que a história precisa ser contada, porém, parece que quem a faz não entende que existem formar melhores de contá-las sem perder o foco no que importa: desenvolvimento.

Ao contrário da maior parte da temporada, o penúltimo episódio consegue abordar todas as questões necessárias, tanto as que importância central da história, como o lado contextual da trama. O décimo quinto capítulo da temporada consegue ser o que poucos foram: eficientes. Narrativamente o sétimo ano têm se demonstrado bastante problemático em seu desenvolvimento. E apesar de “Something They Need” trazer soluções interessantes para esse problema, seria muito fácil elogiar o episódio, se o mesmo também não passasse de uma solução corriqueira para o final da temporada, que precisava avançar a sua história.

Por tanto, o penúltimo episódio chega em meio a uma sinuca de bico, onde o público já está cansado do formato desgastante do programa, clama por algo mais dinâmico e que seja capaz de prender a sua atenção. E é com essa premissa que há também a estratégia da emissora em prender a sua audiência com o final da temporada apresentando bons episódios, mas se a intenção é de fazer com que o público se sinta satisfeito com a série (em relação ao conjunto da obra) muitos coisas devem mudar no próximo ano (se é que isso é possível), se não mais temporadas irregulares e problemáticas estão por vir nos próximos anos.

Avaliação

(Bom)

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone

Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV, estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek e Star Wars. Na TV The Walking Dead, Game of Thrones, Shameless, Jessica Jones são alguns dos seus favoritos.

Você também pode gostar