Crítica | The Walking Dead – 7×15 – Something They Need

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Imagem: Arquivo Pessoal/ Matheus Machado

A questão é a seguinte: por que The Walking Dead não faz/consegue ou tem a capacidade de trazer toda semana um episódio dinâmico, eficaz, sem enrolação e que explora diversos núcleos da história – sem deixar de traçar um rumo à trama e aos personagens – como é em “Something They Need“? A questão vai muito além de ter ação, de ter zumbis, porradaria, tiros e mortes, o problema de The Walking Dead está lá na raiz, na cabeça dos produtores e roteiristas que não conseguem manter um formato agradável ao desenvolvimento da sua história.

É com episódios como este (15º) que percebe-se como a série cria uma barriga enorme em seus plots, como o programa desenvolve episódios desinteressantes e como perde tempo com sub-tramas que em algumas cenas, em episódios que exploram diversos núcleos, poderiam se resolver com uma facilidade incrível. Prova disso é Oceanside. Na primeira metade da temporada – onde o grupo só de mulheres foi apresentado e Heath foi abandonado -, a série dedicou um episódio completo para apresentar pessoas que serviriam para uma resolução prática, feita, talvez, em 15 minutos neste episódio. Por tanto, era necessário ter um capítulo inteiro à um plot concluído de forma tão prática e ainda apresentar um grande furo de roteiro (no caso, o sumiço de Heath, que ninguém deu falta até o momento)? Não, de fato, não precisava.

O problema em Walking Dead é de coesão narrativa (leia a crítica da semana passada aqui), pois há episódios que trazem histórias completamente isoladas, que servem apenas para o desenvolvimento de personagens, ou que trazem 40 minutos de um arco independente e os cinco finais se dedicam a amarrar o capítulo ao plot central da temporada. Sendo assim, a série está se tornando insatisfatória, mesmo que o público e crítica entendam que a história precisa ser contada, porém, parece que quem a faz não entende que existem formar melhores de contá-las sem perder o foco no que importa: desenvolvimento.

Ao contrário da maior parte da temporada, o penúltimo episódio consegue abordar todas as questões necessárias, tanto as que importância central da história, como o lado contextual da trama. O décimo quinto capítulo da temporada consegue ser o que poucos foram: eficientes. Narrativamente o sétimo ano têm se demonstrado bastante problemático em seu desenvolvimento. E apesar de “Something They Need” trazer soluções interessantes para esse problema, seria muito fácil elogiar o episódio, se o mesmo também não passasse de uma solução corriqueira para o final da temporada, que precisava avançar a sua história.

Por tanto, o penúltimo episódio chega em meio a uma sinuca de bico, onde o público já está cansado do formato desgastante do programa, clama por algo mais dinâmico e que seja capaz de prender a sua atenção. E é com essa premissa que há também a estratégia da emissora em prender a sua audiência com o final da temporada apresentando bons episódios, mas se a intenção é de fazer com que o público se sinta satisfeito com a série (em relação ao conjunto da obra) muitos coisas devem mudar no próximo ano (se é que isso é possível), se não mais temporadas irregulares e problemáticas estão por vir nos próximos anos.

Avaliação

(Bom)

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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid’s Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

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