Crítica | The Walking Dead – 7×16 – The First Day of the Rest of Your Life | Season Finale

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A cavalaria enfim chegou, mas talvez tarde demais. The Walking Dead correu contra o tempo, em seus dois últimos episódios, para tentar elevar o nível de sua temporada. E apesar de trazer uma boa finale, com variações interessantes em sua trama, o episódio final da temporada foi bom, com momentos muito bons, mas sofre com a queda de rendimento de toda a temporada.

Por um momento “The First Day of the Rest of Your Life” era simplesmente uma volta completa sem rumo. Ou seja, a finale ia deixar a série exatamente onde ela começou nesta temporada, com Rick (Andrew Lincoln) mais uma vez sendo submisso à Negan (Jeffrey Dean Morgan). Porém, a nostalgia bateu em The Walking Dead e vários momentos foram relembrados – desde a cena com a aparição de Abraham (Michael Cudlitz) à diálogos de episódios anteriores e também a história do programa sendo resumida nos minutos finais. Uma emoção que pode ter aquecido e aconchegado o coração dos fãs. Mas é impossível não observar que em diversos momentos, principalmente em diálogos entre Rick e Negan, a serie parecia estar conversando com o seu fã e falando: “Descupem, fãs, nós erramos, é verdade, mas fiquem sabendo que queremos recompensá-los de alguma maneira“.

Apesar desse descarado pedido de desculpas, há muito o que arrumar, afinal o problema é totalmente narrativo. O episódio final lembra bastante o ritmo e desenvolvimento de “Last Day On Earth” (6×16), com doses de curiosidades sobre a montagem interessante das cenas em que Sasha (Sonequa Martin-Green) reproduzia as falas de Abraham que traziam momentos da temporada passada para o momento atual. Apesar de ter um final tentando ser épico, a construção da morte da personagem foi muito melhor do que o próprio desfecho, afinal o plot twist dela em virar zumbi foi previsível como todos os outros – mas pelo menos o episódio não precisou ser expositivo e não subestimou a mente do seu próprio público (não desta vez).

Aos que acompanham The Walking Dead ao longo destas sete temporadas, já se sabem de longa data que a série não costuma (geralmente) desperdiçar as coisas que aparecem em seus episódios, então, já era possível presumir que no momento em que Rick mais precisasse a cavalaria (Carol (Melissa McBride) e cia.) iria chegar. Mas antes disso, as indas e vindas do roteiro entre traições e não traições foram fracas demais, criaram expectativas desnecessárias e o resultado final foram momentos quase novelescos em meio ao que deveria ser o ápice da temporada. Mas não foi.

Jeffrey Dean Morgan é sempre um destaque quando aparece em seu monólogos como o vilão mais importante já adaptado na série de TV e ele conseguiu se sobressair em relação aos problemas da temporada. Afinal, a reação do personagem é plausível e aceitável ao ver que o inimigo tem uma tigresa como aliada. Com isso, fica evidente que o Reino e seus personagens foram desperdiçados ao longo da temporada, o potencial visto na primeira metade do ano sete foi esquecido em diversos momentos, e este final só confirmou isso. Aliás, é até surpreendente a série encontrar soluções tão práticas em sua season finale, principalmente quando durante toda a sua temporada, essas mesmas resoluções, “práticas“, foram  totalmente ignoradas.

A season finale sofre com algumas escolhas erradas dos produtores da série ao longo da temporada, mesmo que algumas destas escolhas façam sentido, o miolo deveria ter sido tratado com mais carinho e cuidado, afinal tudo que acontece durante a temporada precisa rumar à algum lugar. Em suma foi o que aconteceu, mas os caminhos percorridos para isso poderiam ser bem mais simples – e mais agradáveis aos olhos de quem assiste, afinal, a série tem cada vez menos pessoas defendendo-a, sinal de que a ficha dos problemas do programa está começando a cair.

Sem apresentar um acontecimento realmente grandioso  e que fugisse do óbvio – ou que não estivesse ali só para fazer o coração dos fãs terem palpitações -, The Walking Dead trouxe uma boa season finale no último domingo, porém, muito previsível. A série preocupou durante todo o episódio, pois parecia que no início da oitava temporada veríamos algo praticamente igual a première do ano sete, e fazer uma temporada terminar exatamente onde ela havia começado não é inteligente – muito menos atrativo. Apesar disso, é preciso elogiar que o elemento que o programa escolheu para trazer o seu público de volta é a nostalgia e a esperança de que dias melhores, para os personagens, virão. Assim, o cliffhanger habitual foi deixado de lado para um bem maior.

Mesmo assim, ainda há esperança, pois o final do episódio pode ter, finalmente, dado início à tal guerra que tanto se falou desde o final do ano passado. Agora, falta saber se essa guerra vai acontecer em 2017, ou se a produção vai resolver dar mais uma enrolada. Negan já reuniu o seu exercito, Rick talvez continue sendo um homem quebrado, mas a sua redenção já começou. The Walking Dead encerra com uma temporada mediana, e a decepção fica por conta de todos os produtores, roteiristas e atores que, basicamente, iludiram o seu público com diversas promessas que não foram cumpridas.

Avaliação

(Bom)

 

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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV, estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek e Star Wars. Na TV The Walking Dead, Game of Thrones, Shameless, Jessica Jones são alguns dos seus favoritos.

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