Crítica | Game of Thrones – 7×01 – Dragonstone

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone

 

“Diga que o Norte se lembra. Diga que o Inverno chegou para a Casa Frey.” – Arya Stark

Game of Thrones finalmente retornou! Com Arya (Maisie Williams) encerrando a sua vingança contra a Casa Frey, afinal depois de matar Walder Frey ela também envenenou todos os homens mais importantes da família, relembrando em um brinde mortal que eles estriparam uma mulher grávida, cortaram a garganta de uma mãe de cinco filhos e esquartejaram os convidados. A Stark, por fim, ainda lembrou para as mulheres sobreviventes que se deixar um lobo vivo as ovelhas nunca estarão seguras.

Na Muralha, Bran (Isaac Hempstead-Wright) e Meera (Ellie Kendrick) são recebidos pela Patrulha da Noite. É aí e através da visão de Bran, que vemos que o inverno realmente chegou com os White Walkers marchando com o seu exército que agora conta, também, com gigantes zumbis. Se eles já eram o terror na terra imagina agora com esse reforço!

Em Winterfell, Jon (Kit Harington) e Sansa (Sophie Turner) não concordam com algumas decisões do proclamado Rei do Norte. Essa discordância entre eles é totalmente entendível, Sansa consegue ver em Jon um bom comandante, mas vê também as mesmas fraquezas que o pai e o irmão tiveram e que fizeram com que perdessem as suas cabeças. Sansa viveu muito tempo em Porto Real convivendo com os Lannisters e aprendeu muito do jogo da manipulação, tanto que Jon percebe e questiona se ela admira Cersei Lannister (Lena Headey). Foi inteligente por parte dos roteiristas não colocar os dois personagens sendo totalmente corretos, eles estão sendo apresentados com as suas qualidades e falhas. Mesmo assim, é bom deixar claro que dificilmente veremos Sansa traindo Jon, é mais fácil e plausível que Mindinho (Aidan Gillen) ganhe um fim através de uma espada.

Já em Porto Real, Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) percebe que Cersei perdeu o pouco de humanidade que ainda possuía – o que é óbvio depois de perder os três filhos. Euron Greyjoy (Johan Philip Asbæk) aparece interessado em se casar e aliar-se à Cersei, que descarta o pedido por ele não ser alguém confiável. Em contra partida Euron promete trazer um presente, alguém que a nova Rainha de Westeros queira morto. Porém, a pergunta que não quer calar é: como é que o tio de Yara (Gemma Whelan) e Theon (Alfie Allen) conseguiu construir tantos navios em tão pouco tempo?

Dragonstone ainda mostrou o estagiário e aspirante a Meistre, o Sam (John Bradley-West) na Cidadela, entre a terrível rotina de limpar, arrumar, organizar livros, servir refeições que tem o mesmo aspecto da sujeira dos doentes. O plot de Sam continua importante no enredo da série, pois ele consegue surrupiar as chaves da área restrita e encontrar em um livro a localização do vidro de dragão em Pedra do Dragão, o que vai ajudar bastante o novo Rei do Norte. O mais interessante, ainda, é Jorah Mormont (Iain Glen) estar na Cidadela tratando de sua escamagris, conforme Daenerys havia mandado.

O Cão de Caça, Sandor Clegane (Rory McCann), aparece com a Irmandade das Bandeiras, onde ele encontra a família que assaltou e que agora estão mortos. Isso ainda mostra que algo mudou em Sandor Clegane, que está diferente e questiona o por que dele e dos companheiros ainda estarem vivos. O Cão ainda tem um momento interessante no fogo ao ter a visão dos White Walkers, assim sabendo que ele tem um papel a desempenhar na grande guerra. É engraçado, também, que toda vez que algum personagem enxerga algo no fogo o público, de modo geral, deve ficar curioso para ver aquilo também, o que no fim não acontece.

No fim, Daenerys (Emilia Clarke) chega em Pedra do Dragão, o lugar onde ela nasceu e que carrega todas as memórias de sua Casa. A Rainha caminha durante toda a cena em silêncio, tocando e olhando com emoção cada detalhe. Ao final do momento comovente do seu retorno, Daenerys vira-se para Tyrion (Peter Dinklage) dizendo: “Vamos começar?“.

Assim fica claro que Game of Thrones realmente começou com tudo, foi um bom episódio e nos introduziu para onde os personagens estão indo no começo do fim, e o que podemos esperar deles. A guerra está chegando, os lados e combatentes se preparando para ela. Por conta disso, é possível afirmar que a sétima temporada deve ser uma das melhores, se não a melhor até agora, além de encerrar alguns arcos importantes.

Avaliação

(Ótimo)

GOT ¹: Arya encontrando a “boy band” comandada por Ed Sheeran foi um momento de interação interessante, mostrando que soldados são só pessoas que seguem um comandante. E Arya provocando risadas ao falar que mataria a Rainha foi ótimo.

GOT²: Tormund (Kristofer Hivju) chegando com olhares de desejo para Brienne (Gwendoline Christie), também rendeu boas risadas, além de reforçar o ship dos fãs!

GOT³: O discurso de Jon falando que todos devem se unir foi bastante emocionante, impossível não lembrar de Ned Stark.

GOT4 : Daenerys, Arya, Lyanna Mormont e Sansa, são mulheres fortes e admiráveis; e até Cersei mesmo com atitudes questionáveis no currículo.

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone

Comentários

Educadora, apaixonada por livros, séries e filmes. Gostaria muito de encontrar um portal e assim poder viajar no tempo por diversos lugares e épocas. Como ainda não achei viajo através das histórias dos vários personagens que encontro nesse universo maravilhoso e mágico de versos, rimas e letras.

Você também pode gostar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *