Imagem: Reprodução/Banco de Séries
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Se a meta do primeiro episódio da temporada era despertar a curiosidade do público, a do segundo era confirmar esse potencial e continuar mantendo o espectador interessado nessa nova história. O fato é que isso aconteceu, e melhor, ainda surpreendeu ao dar destaque a Ally, a personagem cheia de fobias vivida por Sarah Paulson.

Em Don’t Be Afraid of the Dark, Ally têm suas fobias intensificadas, mas há algo na trama que flerta com o irreal e ao mesmo tempo ainda faz parte da verdadeira realidade. O jogo de ilusão que a nova temporada começa a ensaiar só reforça que há algo bastante interessante escondido por ali, afinal os palhaços não são uma ameaça apenas para Ally.

O episódio se desenvolveu em um ritmo similar ao seu antecessor, dando uma sobrevida ao formato da própria série, que mesmo seguindo a sua mesma linha narrativa, ainda consegue ser original em relação aos anos anteriores. A diferença principal de Cult é a harmonia em que tudo isso acontece, o suspense e a antecipação do terror funcionam de forma orgânica, e o uso do jump scare para assustar o espectador, mesmo sendo óbvio, ainda é eficiente. Muito disso se deve também a atuação de Sarah Paulson, que ao contrário da première (leia a crítica aqui), carrega o segundo episódio nas costas.

Não é de hoje que Ryan Murphy sabe aproveitar o talento da atriz e a sua facilidade em carregar os dramas pesados dos seus personagens. Em Cult isso não é diferente, mas o que mais se destaca é que todas as emoções e dramas da personagem ficam cada vez mais a flor da pele, e Paulson impressiona ao deixar tudo isso aparente, sendo impossível não se importar com que acontece com Ally – além de torcer para a personagem não cometer erros graves como aquele que encerra este episódio.

Imagem: Reprodução/Banco de Séries

Outro fator que só ajuda a aproximar ainda mais o público da trama, é mostrar esses acontecimentos junto a vida pessoal de Ally e Ivy (Alison Pill), e como as consequências dos surtos da protagonista acabam afetando o seu relacionamento e o seu próprio comportamento. Além disso, é engraçado que desde o primeiro episódio todos os personagens já tem pelo menos um pequeno vínculo estabelecido. Kai, que havia jogado café em Ally e Ivy, bate a porta do casal com a sua campanha política. Sem falar que elas ainda não sabem da ligação dele com Winter (Billie Lourd), uma personagem tão misteriosa quanto o vivido por Evan Peters.

American Horror Story continua bem a sua sétima temporada. Mesmo com apenas dois episódios exibidos, não é errado dizer que a trama de Cult está rumando para o caminho certo. As críticas sociais e políticas, obviamente, continuam ali, mas este subtexto parece ser só um detalhe dentro da história que começa a se desenvolver. Nitidamente, American Horror Story: Cult tem algo grande para apresentar.

Até o momento, as fobias de Ally e suas consequências são o carro chefe da sétima temporada, no entanto, é bastante óbvio que parte da trama que ainda não foi revelada, começará a surgir junto ao maior desenvolvimento de outros personagens, além de responder perguntas que ficaram em aberto após o blackout, aparentemente criminoso, que dominou os minutos finais de Don’t Be Afraid of the Dark.

Avaliação

[yasr_overall_rating size=”medium”] (Ótimo)

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Criador da Matinê, está no 4º semestre do curso de jornalismo no Centro Universitário Ritter dos Reis - UniRitter. Aqui escrevo sobre filmes e séries a partir da minha perspectiva de mundo, sem medo de mostrar a todos o meu entendimento pessoal daquilo que assisto. O debate de pontos de vistas diferentes é livre, e sempre bem-vindo.