Crítica | American Horror Story: Cult – 7×02 – Don’t Be Afraid of the Dark

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Imagem: Reprodução/Banco de Séries

Se a meta do primeiro episódio da temporada era despertar a curiosidade do público, a do segundo era confirmar esse potencial e continuar mantendo o espectador interessado nessa nova história. O fato é que isso aconteceu, e melhor, ainda surpreendeu ao dar destaque a Ally, a personagem cheia de fobias vivida por Sarah Paulson.

Em Don’t Be Afraid of the Dark, Ally têm suas fobias intensificadas, mas há algo na trama que flerta com o irreal e ao mesmo tempo ainda faz parte da verdadeira realidade. O jogo de ilusão que a nova temporada começa a ensaiar só reforça que há algo bastante interessante escondido por ali, afinal os palhaços não são uma ameaça apenas para Ally.

O episódio se desenvolveu em um ritmo similar ao seu antecessor, dando uma sobrevida ao formato da própria série, que mesmo seguindo a sua mesma linha narrativa, ainda consegue ser original em relação aos anos anteriores. A diferença principal de Cult é a harmonia em que tudo isso acontece, o suspense e a antecipação do terror funcionam de forma orgânica, e o uso do jump scare para assustar o espectador, mesmo sendo óbvio, ainda é eficiente. Muito disso se deve também a atuação de Sarah Paulson, que ao contrário da première (leia a crítica aqui), carrega o segundo episódio nas costas.

Não é de hoje que Ryan Murphy sabe aproveitar o talento da atriz e a sua facilidade em carregar os dramas pesados dos seus personagens. Em Cult isso não é diferente, mas o que mais se destaca é que todas as emoções e dramas da personagem ficam cada vez mais a flor da pele, e Paulson impressiona ao deixar tudo isso aparente, sendo impossível não se importar com que acontece com Ally – além de torcer para a personagem não cometer erros graves como aquele que encerra este episódio.

Imagem: Reprodução/Banco de Séries

Outro fator que só ajuda a aproximar ainda mais o público da trama, é mostrar esses acontecimentos junto a vida pessoal de Ally e Ivy (Alison Pill), e como as consequências dos surtos da protagonista acabam afetando o seu relacionamento e o seu próprio comportamento. Além disso, é engraçado que desde o primeiro episódio todos os personagens já tem pelo menos um pequeno vínculo estabelecido. Kai, que havia jogado café em Ally e Ivy, bate a porta do casal com a sua campanha política. Sem falar que elas ainda não sabem da ligação dele com Winter (Billie Lourd), uma personagem tão misteriosa quanto o vivido por Evan Peters.

American Horror Story continua bem a sua sétima temporada. Mesmo com apenas dois episódios exibidos, não é errado dizer que a trama de Cult está rumando para o caminho certo. As críticas sociais e políticas, obviamente, continuam ali, mas este subtexto parece ser só um detalhe dentro da história que começa a se desenvolver. Nitidamente, American Horror Story: Cult tem algo grande para apresentar.

Até o momento, as fobias de Ally e suas consequências são o carro chefe da sétima temporada, no entanto, é bastante óbvio que parte da trama que ainda não foi revelada, começará a surgir junto ao maior desenvolvimento de outros personagens, além de responder perguntas que ficaram em aberto após o blackout, aparentemente criminoso, que dominou os minutos finais de Don’t Be Afraid of the Dark.

Avaliação

(Ótimo)

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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid's Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

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