Crítica | Blindspot – 2×10 – Nor I, Nigel, AKA Leg in Iron

Assim como terminou 2016, Blindspot retorna com um ótimo episódio
Blindspot (NBC)
Imagem: Banco de Séries

Blindspot voltou com seus episódios inéditos e apesar de responder algumas das questões deixadas em 2016, não está nem perto de revelar a grande conspiração da série. Nos acontecimentos anteriores, Jane tomou uma decisão em relação a Roman, mas não esperou uma reação tão violenta; Dr. Borden e Patterson se envolveram em um conflito de vida ou morte, onde a agente especial do FBI, acabou levando a pior.

Nor I, Nigel, AKA Leg in Iron comprovou a qualidade da 2º temporada com um ritmo frenético. A série explorou o drama do momento sem perder a identidade cheia de ação e reviravoltas. A dinâmica que existe entre Jane e Roman é única. Foi uma boa jogada dos roteiristas fazer a reconstrução da relação dos dois, mesmo que Roman esteja sem memória a ligação e carinho que existe entre os irmãos é bastante explicita (exceto pelo equivoco do início). Porém, mesmo sabendo que a escolha de Jane em omitir informações de seu irmão (por influência de Nas) pode trazer consequências negativas no futuro, excluindo as chances de redenção de Roman.

O trio de destaque deste episódio, sem dúvida, foram Dr. Borden, Patterson e Shepherd. Em momentos cheios de ‘lealdades fora de lugar”, tensão pela vida de Patterson, orgulho por termos uma vilã digna como Shepherd, decepção e surpresa por causa das atitudes de Borden, raiva pelos momentos de tortura e uma dose de esperança para recuperar um agente desgarrado. A cena de ação protagonizada por Borden e Kurt foi uma das melhores já vista em Blindspot, as habilidades de luta do psicologo surpreenderam e deram bastante trabalho à Weller.

Kurt, mais uma vez, demonstrou por que é tão capacitado para ser o líder da equipe. Parece que os últimos acontecimentos despertaram novas atitudes, o agente resolveu utilizar de ameaças e da sua influência para mostrar aos seus superiores que a partir deste momento as coisas irão acontecer do jeito dele. Se isso se refletir nos seus relacionamento – vide Jane – melhor ainda.

Falando em relacionamentos, o caminho que Tasha e Reade está trilhando um rumo nada agradável, os dois não convencem como casal (ainda). Apesar de entender as motivações de Tasha em relação a Jane, as últimas atitudes dela – de autossuficiência, sempre acusando e desconfiando – começam a ser incômodas.

Blindspot começou 2017 com uma ótima introdução, dá para sentir a atmosfera mudando e a expectativa pela conclusão crescendo. O grande mistério do momento é o papel de Kurt no plano de Shepherd e ficar sem essa revelação têm criando uma frustração enorme para o público. Quando parece que vamos focar em apenas em uma pergunta, surgem outras, tão importantes quanto as anteriores.

Avaliação

(Muito Bom)

Confira o promo do próximo episódio abaixo:

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Comentários

Estudante de Pedagogia, apaixonada por livros, filmes e séries que envolvam muito mistério, romance e ficção. Na sua lista de favoritos estão: Supernatural, Criminal Minds, Once Upon a Time, Bones e Scream. Sempre em busca de novas aventuras e emoções, o que significa que essa lista ainda vai crescer, e muito!

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  • Olá Sâmila. Primeiramente parabéns pela análise bem feita do episódio e também pelo comentário e apoio na divulgação do meu podcast. Sobre o episódio em si, gostei muito da reviravolta do Dr. Borden e na forma como ele se mostrou leal aos seus sentimentos ao mesmo tempo em que é comprometido com a causa da da Sandstorm. Essa dualidade torna o personagem muito interessante e fico feliz por ele AINDA não ter se despedido da série. Sobre a Shepperd, nem dá pra falar muito. É uma ótima vilã, muito bem construída e com uma interpretação muito interessante. Só fico com receio que ela seja a única, mas não perco a esperança pois o Martin Gero está sempre nos surpreendendo, não é mesmo?

    Por fim, Jane e Roman trazem uma relação muito interessante e que, espero, acrescente ainda mais para o andamento dessa temporada.

    Grande abraço

    • Sâmila Carneiro

      Primeiramente, muito obrigada, ter esse retorno é essencial e de extrema importância para mim.
      Com certeza ainda teremos muitas surpresas na série e espero que eles consigam manter esse ritmo e qualidade. Quem sabe teremos uma possível 3° temporada. Eu torço por isso (portanto que tenha história) ou por um final digno dessa segunda temporada.
      Essa análise do Borden que você fez Marcus, não poderia ter sido feita de melhor maneira. Tanto que não há como ficar zangado com ele, pois você sente que ele está dividido e até arrependido.
      Espero coisas grandes para esse ano!
      Abraço

      • Eu também espero que haja uma terceira temporada. Acho que a série ainda pode render muito. Tudo depende do Martin, é claro. Quanto ao Borden, talvez ainda haja um caminho de redenção para ele, só não imagino como fazer isso do jeito certo. Também não sei se isso seria realmente necessário já que só de lembrar da Mayfair a gente percebe que nem todos personagens bons, mas já que tiveram seus “esqueletos no armário”, conseguem algum tipo de redenção. E olha que ela era de um cargo alto do FBI.
        Abraço.

  • Gostei muito do retorno, episódio muito bom!
    Minha teoria sobre o interesse da Shepherd no Weller é que ele possa ser um agente adormecido dela. O fato dele estar dentro do FBI possa ser um dos grandes fatores pro plano da Shepherd se concretizar.