Crítica | Pânico (1996)

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Um típico terror hollywoodiano satirizando o típico terror hollywoodiano
Pânico (1996)
Imagem: Adoro Cinema

Pânico foi lançado oficialmente em janeiro de 1997 nos cinemas brasileiros, pegando carona na febre dos filmes de terror que se popularizavam naquele período. O longa de Wes Craven, encontra um equilibrado meio termo entre a sátira e o suspense.

Tudo começa quando uma pacata cidade norte-americana passa a ser aterrorizada por um assassino sem escrúpulos, o qual ninguém sabe a identidade. Como se não bastasse matar brutalmente suas vítimas, o vilão fantasiado costuma fazer jogos de suspense, do tipo: vida ou morte. E de repente todos são potenciais vítimas e suspeitos ao mesmo tempo. A jovem com um passado traumático, Sidney Prescott (Neve Campbell) passa a ser o centro da dramática perseguição com final surpreendente.

Adolescentes, bebidas alcoólicas, uma vítima indefesa e um vilão cruel. Esses são os ingredientes que não poderiam faltar em qualquer terror da década de 80 ou 90. Mas Pânico tem seu diferencial.

Logo nos minutos iniciais em uma dramática cena de ação a grande questão do filme já é apresentada: “Quem é o assassino?“. Essa dúvida é o gancho que conduz a trama até os minutos finais. Esse suspense é muito bem distribuído ao decorrer do filme, já que coisas estão sempre acontecendo, pessoas estão morrendo e novas dúvidas acabam surgindo. O roteiro é feito exclusivamente com dois objetivos: manter o público curioso, além de fazê-lo questionar sua capacidade de comprar uma história com princípios básicos já tão explorados; e ser capaz de manter o público grudado na tela.

O fato de haver dois assassinos em vez de um, é brilhante. Pois assim, o roteiro consegue confundir o espectador, ainda mais, sobre qual dos personagens é o responsável pelas mortes, uma vez que é impossível alguém estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Pânico (1996)
Imagem: Adoro Cinema

Porém, se o filme tivesse sido lançado nos dias atuais provavelmente não teria a mesma recepção entusiasmada da época. Afinal, há erros que não eram habituais na época, por exemplo, o fato de o assassino sempre se tornar desajeitado ao tentar matar Sidney. Ou ser facilmente derrubado por uma porta toda vez que a encontra. Mas em contra partida, isso é justificável, pois o público da década de 1990 era claramente menos exigente em termos de veracidade de cena.

Além disso, o pior foi com certeza a tentativa de dar um motivo justo para os atos cruéis dos assassinos. O fato de não haver motivo é o que torna a justificativa ainda pior, é a motivação fracassada que o filme tenta vender. Talvez tenha sido mais uma sátira sobre finais sem sentido em filmes de terror, ou talvez não. Mas de qualquer forma é um bom filme, principalmente para quem gosta do gênero.

Avaliação

(Bom)

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Comentários

Escritor, roteirista, autor de blog. Produtor de curta metragens, apaixonado pela magia do cinema. Futuro cineasta. "O cinema é uma forma divina de contar a vida" (Federico Fellini)

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