Na última sexta-feira (26) os fãs de Três É Demais puderam desfrutar os 13 episódios de Fuller House.
Fuller House 1x01 - Family
Imagem: Banco de Séries

A espera acabou e Fuller House chegou! Em um clima TOTAL de nostalgia e de referências, a nova geração de Três É Demais estreou apanhando feio da crítica americana, que culpa a Netflix por insistir em um projeto como este. Mas em quanto a crítica do Matinê sobre a primeira temporada não sai, vamos ficar apenas com a premiere da série.

“Our Very First Show, Again”, parece que foi ontem que eu assistia, esporadicamente, os episódios de Três É Demais com a minha irmã mais velha pelo SBT. Tantas referências, tanta nostalgia por parte dos personagens, cada entrada deles em cena, o “Bom dia”, a piadinha com as Olsen, o Simba, forever e a música dos Flintstones… Foi realmente um golpe baixo por parte da Netflix.

Com toda a sinceridade do mundo não foi uma maravilha de episódio, o que valeu foi realmente a nostalgia e as referências. Mas será que dá para viver apenas de nostalgia e referência? É claro que não, se pudesse ninguém teria ido embora. Em si não foi super engraçado, e obviamente Fuller House ainda não conseguiu se igualar a Três É Demais.

Imagem: Banco de Séries
Imagem: Banco de Séries

Em poucos momentos tive a impressão de que as atuações estavam levemente forçadas, o que de certa forma é um pouco normal. O legado deixado pela série foi maravilhoso, tanto que depois de tantos anos até mesmo quem não era nascido faz questão de assistir, assim como é com Friends. É um círculo sem fim, literalmente, apenas parte dos personagens mudou, mas na mudança há a inspiração, a cada novo personagem que assistimos nós pensamos que mesmo o novo ainda parece o antigo. Em conclusão sobre os personagens me parece que estão revivendo o que já foi vivido, mas com outras pessoas.

É incrível o poder que as crianças tem dentro da casa dos Tanner. Max é genial, ele sim me arrancou umas boas risadas nas suas deixas, Jackson é aquele que passará por lições de vidas daquele jeitinho que já conhecemos e com o bônus da Ramona na cola dele. E para fechar a linha infantil de Fuller House temos a master fofura do bebê Tommy, uma graça de criança, interpretado por gêmeos, e por causa dele vimos novamente a musiquinha dos Flintstones, com direito a tela dupla com a versão antiga e a atual.

Falando em versão, mais alguém sentiu que Fuller House é uma série dos anos 90 feita em 2016? Isso é mais um ingrediente posto através da nostalgia causada nesse primeiro episódio, que começou mesclando a nova abertura com a antiga, só para dar aquela emoção. Valeu pela nostalgia, pelas referências, pelas comparações entre eles mesmos dentro desse piloto, mas fico muito curioso para saber como DJ, Steph e Kimmy irão se virar daqui para a frente e se as impressões de atuações forçadas irão desaparecer, trazendo uma nova identidade para Fuller House, que realmente não é Full House. Mais uma vez vamos agradecer a Netflix por reunir o elenco original nesse bom piloto que assistimos e continuar fazendo a maratona para ver o que acontece na primeira temporada.

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Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek, Star Wars, Marvel, DC Comics. Na TV The Walking Dead, Shameless, Jessica Jones, The Handmaid's Tale, entre outras, são algumas das suas favoritas.

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