Crítica | The Walking Dead – 7×11 – Hostiles and Calamities

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O décimo primeiro episódio da temporada é difícil de defender, tanto que nem mesmo o Negan (Jeffrey Dean Morgan) consegue salvar “Hostiles and Calamities“.

No último domingo, The Walking Dead trouxe uma história contextual que não mostra necessidade alguma de ter um episódio inteiro dedicado ao seu desenvolvimento, este é como Swear (7×06), o episódio que mostrou o que aconteceu com Tara (Alanna Masterson) e Heath (Corey Hawkins), e até agora não teve nenhuma utilidade para a trama da sétima temporada.

Hostiles and Calamities” trouxe a casa dos Salvadores de volta à série, já que até o momento o grupo deu as caras apenas quando foi buscar os tributos do Reino. Com as atenções voltadas à Eugene (Josh McDermitt) e Dwight (Austin Amelio), o novo episódio não acrescentou em nada a história que os anteriores começaram a desenvolver de forma mais incisiva, que traçavam (finalmente) o rumo que a temporada estava precisando. Ao contrário disso, vimos apenas algumas coisas que já foram mostradas nesta mesma temporada, mais precisamente em The Cell (7×03) – episódio que deu atenção ao drama de Daryl (Norman Reedus) após a season premiere.

Eugene mostrou, mais uma vez, que é um personagem coadjuvante e de pouca serventia, porém, ao contrário de alguns outros personagens, este não é capaz de sustentar um episódio. O plot foi importante apenas nesse contexto apresentado em “Hostiles and Calamities“, que tinha em seu subtexto a intenção de mostrar dois personagens do mesmo lado, mas que começam a traçar objetivos opostos – fato comprovado no diálogo final entre o mesmo Eugene e Dwight.

Para exemplificar a tramoia do novo episódio, o plot de Eugene e sua adaptação na nova casa ainda teve a emoção das esposas de Negan tentarem convencer o rapaz de criar dois comprimidos para o líder dos Salvadores, mas obviamente o covarde preferiu ficar de mau com as esposas do que com o vilão. Isso só prova o quão fraco foi esse pequeno arco, e o quão desnecessário foi o plot deste episódio que fez algo que a série já não precisa mais fazer: desenvolver personagens.

Além de mostrar Eugene virando a casaca – algo que pode ser revertido, já que o objetivo do covarde é apenas sobreviver -, “Hostiles and Calamities” mostrou que o pensamento de Dwight está mudando, e este em breve deve integrar o grupo de Rick (Andrew Lincoln). O episódio também mostrou que o até então antagonista, têm muitas semelhanças do Daryl, fora o fato de que neste tipo de capítulo o personagem acaba ganhando a simpatia do público – uma estratégia clichê, porém inteligente, para preparar os fãs para a mudança de lado do personagem.

Apesar de apresentar uma boa temporada, parece que The Walking Dead faz questão de relembrar os mesmo problemas de sempre, com o seu roteiro preguiçoso e que gosta de parar no meio do caminho, só para perder um pouco de tempo. Mesmo com dois núcleos, fica evidente que os roteiristas e produtores do programas ainda não entenderam como utilizar este conceito de uma forma que faça-os continuar desenvolvendo a trama principal da temporada, dando atenção a pequenos arcos afim de desenvolvimento de personagem – sendo este o encaixe perfeito para os dois plots vistos neste episódio, que poderiam ser algo reduzido em um capítulo de maior importância para a sétima temporada.

Avaliação

(Ruim)

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Comentários

Editor-chefe e criador da Matinê Cine&TV, estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Fã de Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Star Trek e Star Wars. Na TV The Walking Dead, Game of Thrones, Shameless, Jessica Jones são alguns dos seus favoritos.

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