Crítica | The Walking Dead – 7×14 – The Other Side

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É engraçado como The Walking Dead vem se tornando controversa a cada semana, no sentido de que a série apresenta bons episódios, isolados, mas quando eles precisam construir algo em relação ao plot da temporada, o programa deixa muito a desejar.

Com Sasha e Rosita tomando a frente do plot neste episódio, Walking Dead mostrou diversas cenas clichês de apelo dramático – vide o momento em que Daryl se admite culpado à Maggie -, cenas essas que em tela pareciam totalmente instantâneas. Algo, realmente, nada positivo para o desenvolvimento do episódio. É claro que uma hora ou outra isso iria acontecer, mas poderia haver um capricho a mais do roteiro em mostrar este momento, intenso, entre dois dos personagens principais do programa. Ao invés disso, foi uma cena fraca e apenas de apelo ao público – algo que vem assombrando The Walking Dead há um bom tempo.

The Other Side” é reflexo de algo que a série pouco consegue fazer: dar seguimento ao desenvolvimento da trama da temporada como um todo. Ao contrário disso, o que mais acontece em Walking Dead são episódios que trabalham apenas o plot pessoal/individual de cada personagem. Com uma guerra prestes a acontecer, é quase inaceitável que a série opte a dar atenção a uma trama com Sasha e Rosita com destaque. São duas personagens bacanas e interessantes, mas a essa altura do campeonato não parece sábio investir um episódio que apresenta um plot de vingança pessoal apenas para superar as diferenças emocionais que existem entre as duas.

Isso se reflete a inabilidade dos roteiristas em comandar um episódio que explore o enredo principal, assim fazendo com que a série se desenrole, ao mesmo tempo em que dedica alguns minutos a suas sub-tramas menores, como a que vimos neste episódio. Seria sábio, na verdade, continuar o foco em Rick indo atrás de armas e novos combatentes para o seu exercito, em como contra-ponto, ter pequenos momentos explorando a relação de Maggie e Daryl, assim dando um desafogo a evolução e mostrando a redenção emocional de um importante personagem do programa.

A sétima temporada de The Walking Dead está longe daquilo tudo prometido pelos seus produtores e roteiristas em diversas entrevistas, o que é ruim, pois sempre que estes aparecem eles sabem muito bem vender o seu peixe, mas ninguém vai querer comprar um peixe que não corresponde ao sabor esperado.

Com promessas e mais promessas, Walking Dead decepciona, até o momento, com boa parte da sua temporada sendo bastante fraca. A inserção de Negan funcionou na primeira metade do sétimo ano, onde o personagem era temido e muito bem representado. Agora, a série entrou em um ciclo vicioso em que os personagens ficam refém de tentar fazer alguma coisa, sem ao menos mexer um dedo, enquanto aguardam a visita semanal dos Salvadores – os antagonistas são muito promissores, mas ficam a mercê de aparecer sempre, só, para cobrar o aluguel.

Avaliação

(Razoável)

 

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Comentários

Editor-chefe e criador do Matinê Cine&TV é estudante de Jornalismo, leitor, cinéfilo e seriador. Declarado fã de Harry Potter e O Senhor dos Anéis, Matheus, adoraria viver um apocalipse zumbi em TWD, ou lutar contra os exércitos de Westeros em GoT, mas se contenta em assistir essas e outras dezenas de séries na vida real.

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